Vítima ou vencedor: qual o seu papel na vida?

Ainda dá tempo de escolher como você quer viver sua vida

WOMAN MUSCLES
Por mais diferença que haja entre as pessoas, há algo em comum que sempre existirá: as adversidades. Sim, todo mundo passa por problemas geralmente similares aos que os outros enfrentam ou já enfrentaram, claro, com algumas exceções.
Porém, o que muita gente não percebe é que na maioria das vezes a diferença está na maneira como se enfrenta a situação. Alguns encaram de frente, outros fingem não ver, outros adiam a solução, outros ainda se entregam de vez sem sequer tentar encarar.
Há muitas opções, mas dois se sobressaem: a vítima e o vencedor.
As redes sociais nos permitem hoje acompanhar de perto a maneira de ser, pensar e até mesmo de agir de quem está na nossa rede. Vemos todo tipo de postagem, desde o compartilhamento de memes e piadas, críticas sociais, eventos e etc até textões e desabafos. A internet é praticamente a calçada da nova geração, onde todo mundo conversa, troca ideia, discute e compartilha a vida.
De repente viramos íntimos da pessoa que mora na outra rua e que nunca havíamos parado sequer para cumprimentar; pessoas de outra cidade sabem mais das nossas vidas do que nossos vizinhos e assim é possível acabar percebendo quem reclama mais e quem é mais disposto a viver.
Pois bem, essa diversidade de postagens acabou nos evidenciando também o quanto as pessoas reclamam. Há quem reclame do mínimo – acordar cedo para ir à aula ou para trabalhar. Há quem reclame de não ter entrado na faculdade e também do quanto a faculdade os obriga a estudar. Há pessoas que nos parecem eternamente insatisfeitas, que estão sempre infelizes, chateadas, incomodadas com a sua vida e com a dos outros.
É como se elas imaginassem que a vida fosse tão fácil como um clique, um enter ou um delete e de repente se dessem conta de que o real vai muito além do virtual – é preciso pegar ônibus lotado, ficar na fila da lotérica, estudar para aquela prova, limpar a sujeira, cuidar de si, dos outros, tocar a vida.
Pois é, faz parte. Nada vem de mão beijada ou com manual de instruções. Corremos o risco de errar e, diferente de um post, não é possível apagar um erro, mas temos que ralar muito para tentar consertá-lo.
Paralelo a isso, há quem nos motive só em estar perto. Pessoas dispostas, que enfrentam, arriscam, assumem, arcam com as consequências e não veem nas situações um obstáculo, mas oportunidade. Pessoas que se engrandecem diante das dificuldades, que quanto mais caem, mais alto conseguem saltar. E é impossível não se maravilhar.
Há pessoas que têm a capacidade de começar do zero quantas vezes for necessário, pessoas que conseguem enxergar evidências até naquilo que é contrário. Já vi pessoas tendo que andar cerca de 12 quilômetros por dia para conseguir estudar e o faziam de bom grado, enquanto outras tinham preguiça de ir à aula mesmo tendo a escola ao lado.
São essas e outras circunstâncias que nos fazem perceber que tudo é uma questão de ponto de vista. Os problemas têm a proporção que damos a eles.
Assim como quebrar um copo no início do dia pode acabar com as suas próximas 24 horas, isso pode ser também apenas um pequeno contratempo que rapidamente é esquecido. Uma vidraça quebrada pode ser uma ótima oportunidade de trocar a janela ou um motivo para comprar briga com a vizinhança.
A diferença, a grande diferença está em como se encara o problema. Você pode escolher entre reclamar ou enfrentar, desistir ou construir uma grande história. A vida não vai passar a mão na sua cabeça e aliviar as coisas apenas porque você acha que é menos capaz do que os outros, porque não, você não é.
Tudo é apenas uma questão de como você se enxerga e de como é a sua relação com o mundo. No grande espetáculo da vida há dois papéis principais – as vítimas e os vencedores. E você, já descobriu qual é o seu?

(via Obvious)

Comentários

Mais Visitadas

São Francisco Xavier

MEU PROFESSOR: MEU SUPER-HERÓI

LAMENTAÇÕES DE UM LÁPIS

Uece pronta para seu maior evento cientifico e cultural: XXIII Semana Universitária

Morre, aos 92 anos, a escritora Zibia Gasparetto