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Editoras de pequeno porte e autores independentes solidificam um nicho de mercado

Não adianta mais falar que as pequenas editoras são um mercado em ascensão. Ou que elas estão chegando para transformar o negócio dos livros. Ou que o futuro delas é ser a porta de entrada para novos autores no circuito de publicações. As editoras de pequeno porte já estão firmadas no mercado editorial e constituem uma importante parcela no cenário de publicações, eventos e produção cultural do País. Mapeamento realizado pela E-Cêntrica - instituição coordenada pela Casa da Cultura Digital de Goiás - apontou que há autores independentes e pequenas editoras em todas as regiões brasileiras.
Os dados foram coletados no primeiro semestre de 2017 e constituem a primeira parte da pesquisa, que continua sendo realizada através de cadastro no site da E-Cêntrica. "A heterogeneidade é uma característica que nos une, enquanto independentes do mercado editorial, considerando a literatura e as artes gráficas. Assim como o exercício de autopublicação, uma postura que tem muito a ver com o movimento punk, porque busca autonomia nos processos produtivos e modos de operação, ao mesmo tempo em que impacta na quebra de estruturas empoeiradas que demandam por revisão, atualização", explica Larissa Mundim, idealizadora da iniciativa e gestora da Nega Lilu Editora. O mapeamento, ela explica, é um documento em constante construção - por isso, novos dados serão apresentados ainda em 2018 e também em 2019.
O conjunto de autores, coletivos, artistas gráficos, selos literários, publicadores e pequenas editoras independentes trabalha de forma diferente do mercado tradicional. Enquanto nas grandes editoras há verba para tiragens maiores e para as reimpressões e os sistemas de logística e de distribuição são feitos em massa, a literatura dos pequenos produtores obedece as metodologias artesanais. O número de exemplares impressos costuma ser menor, os livros são vendidos através da internet ou em feiras criativas, é comum encontrar editoras especializadas em produções manuais - que têm os livros feitos um a um.
Bárbara Esmênia, da Padê Editorial, explica que a decisão pela produção artesanal está ligada ao controle do processo de produção do começo ao fim. "Chamo as amigas, passamos a tarde inteira conversando, costurando livros e tomando chá. O que lucramos nos livros, talvez, não pague esse tempo todo que a gente passou costurando. Mas nos interessa esse processo ao invés de enviar para a gráfica, receber os exemplares e nem saber quem fez parte dessa produção". A escolha dos processos manuais, portanto, nem sempre é feita pela ausência de recursos para enviar um livro para impressão em larga escala. O artesanal encanta não apenas editores e autores, mas também o público - que tem se interessado cada vez mais pelos livros costurados à mão, impressos em diferentes papeis e com acabamentos únicos.
"Iniciativas identificadas no mapeamento da produção independente já passam a integrar uma rede. A missão pra gente é articular estes pares de maneira produtiva e sistemática. Independente de sistematizar rotinas de comunicação, algo que ainda quero trabalhar com afinco, a conexão primária já existente se apresenta ativa. Percebo pelos projetos conjuntos que estão surgindo a partir do contato promovido pela E-cêntrica entre pessoas de todo o País", diz Larissa Mundim. Recentemente, ela pontua, autoras e editoras, por exemplo, entraram em conexão para oferecer oficinas e outras atividades. "A E-Cêntrica acontece por si, à revelia de quem a criou e de quem faz sua gestão, é uma ideia potente, espontânea e autônoma".
Serviço
Para conhecer o mapeamentoAcesse o site: www.e-centrica.org
Como foi feito o mapeamento
O mapeamento da E-Cêntrica envolveu 351 iniciativas:
284 autores independentes
86 pequenas editoras
6 coletivos
Entre os autores foram encontrados:
49,06% homens
50,94% mulheres
 O Povo

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