Obama visita família e inaugura centro para jovens no Quênia

Ele estimou que o centro capacitará e educará a juventude local para que eles possam exigir dos políticos e fazer 'coisas notáveis que mudam o mundo'.


Obama chegou no domingo ao Quênia e, à tarde, reuniu-se com o presidente Uhuru Kenyatta e com o líder da oposição, Raila Odinga.

Obama chegou no domingo ao Quênia e, à tarde, reuniu-se com o presidente Uhuru Kenyatta e com o líder da oposição, Raila Odinga. (AFP/Arquivos)
O ex-presidente americano Barack Obama visitou sua família queniana, nesta segunda-feira (16), sua primeira viagem desde 2015 ao país, onde deve inaugurar um centro para jovens.
Em 2015, quando ainda era presidente, ele não visitou o vilarejo de sua família, pois seu era avião era grande demais para aterrissar em Kimusu, à margem do Lago Victoria.
"É uma grande alegria estar de volta e reencontrar tantas pessoas que são da família para mim. Todo mundo é primo", disse, brincando, provocando o riso das pessoas.
Obama chegou no domingo ao Quênia e, à tarde, reuniu-se com o presidente Uhuru Kenyatta e com o líder da oposição, Raila Odinga.
Nesta segunda pela manhã, sob forte esquema de segurança, ele seguiu para o oeste do país para se encontrar com a matriarca da família Obama no Quênia, Sarah, que o americano chama de "avó" apesar de não ter laços sanguíneos, no vilarejo de Kogelo, onde seu pai nasceu e foi enterrado.
Ele então recordou sua primeira viagem ao Quênia, quando tinha 27 anos. De Nairobi ele pegou um "trem muito lento", depois um ônibus "com frangos no (seu) colo e batatas doce nas (suas) costas".
Em seguida, ele pegou um "matatu" (microônibus), "ainda mais cheio que o ônibus", antes de caminhar até a casa de Sarah. Ele lembrou de ter pegado uma galinha para o jantar, mas que não foi capaz de matá-la, e de ter visitado o túmulo de seu pai e tomado banho de sol.
"E eu olhei para as estrelas e (...) senti uma sensação de plenitude que nenhum hotel cinco estrelas jamais me deu", acrescentou.
Obama falou por ocasião da inauguração do centro juvenil Sauti Kuu ("vozes fortes" em swahili), fundado por sua meia-irmã Auma Obama.
Ele explicou que, ao recordar todas essas memórias, ele não poderia estar "mais orgulhoso do que sua irmã construiu".
Em entrevista coletiva na semana passada, Auma explicou que esse centro ultramoderno permitirá aos jovens da região terem acesso à leitura, à Internet e a atividades esportivas. Também terão curso de educação cívica, finanças, defesa ambiental e ética no trabalho.
O centro incluirá um campo de futebol concebido nos padrões internacionais e patrocinado pelo Ministério Alemão de Cooperação e Desenvolvimento, uma quadra de basquete financiada pela Fundação Gigantes da África, além de uma quadra de vôlei/netball e outras instalações, incluindo uma biblioteca e um laboratório de informática.
"A razão pela qual eu montei este centro é para que a minha comunidade perceba o quanto é rica. Eu não quero que as pessoas da minha comunidade se comportem como mendigos (...) Vamos começar a depender de nós mesmos", afirmou Auma Obama.
Obama estimou que o centro capacitará e educará a juventude local para que eles possam exigir dos políticos e fazer "coisas notáveis que mudam o mundo".
Ao final de sua passagem pelo Quênia, o ex-presidente dos Estados Unidos voará para a África do Sul, onde fará um discurso por ocasião do centésimo aniversário do nascimento de Nelson Mandela.

AFP

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