Cidade de Cristal

Paulo Eduardo Mendes*
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Nas escrituras do tempo ficou registrado o conto. Tereza de Castro Callado pisou de mansinho para entrar na casa de louças. Escolheu o artigo que mais brilhava. Na pureza do vidro os reflexos das luzes ziguezagueando diante dos seus olhos semicerrados.
A escritora pensava e escrevia. Arabescos ou fonemas juntavam-se na formação do texto. Nascia "O Conto da Cidade de Cristal". Livro de alma. Sensibilidade bem dosada na edificação da "Cidade de Cristal". Leveza na dissertação que luze estrelada no firmamento da imaginação fértil. Um conto cristalizado na alma pura, enamorada pela natural beleza da literatura.
Devaneio nas letras que formam o todo de um novo livro: "O Conto da Cidade de Cristal". O leitor adquire passagem e viaja no ritmo da candura. Leitura com o passar das páginas suavemente. Certeza de encontrar leveza na arte que a autora usa para contar o seu conto. Caminhar nessa Cidade de Cristal só mesmo com o passaporte da boa literatura. Tereza de Castro Callado assume a responsabilidade de convidar o leitor para um passeio filosoficamente bem concatenado. Cristal puro nas filigranas desse trabalho de enredo peculiar.
A boa literatura tem desses arroubos de estilo que capacitam a dosar verdade e ilusão num gostoso roteiro de livro. Jogo de palavras na medida de fomentar fraternidade e ternura no mesmo diapasão para conjugar belezas. Rememorar e criar num mesmo enleio ou ânsia de escrever para ficar na lembrança dos que se aconchegam ao livro em leitura de rara suavidade, na forma de trazer contrastes riquíssimos de ideias. Livro ode dos que amam as letras.
*Jornalista

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