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Cine Ceará tem abertura hoje na Capital; programe-se

por Diego Barbosa - Repórter
Em sentido horário: filmes "Cabras de Merda", "Petra", "Muitos filhos, um macaco e um castelo" e "Sol Alegria", que integram a programação do festival
Intercâmbio é a palavra que melhor sintetiza o espírito do Cine Ceará - Festival Ibero-americano de Cinema desde quando começou, em 1991. Ao longo de 27 edições, o evento conquistou espaço privilegiado no panorama audiovisual brasileiro e de países da América Latina e da Península Ibérica, mediante um trabalho agregador, cuja aposta reside no contato entre produtores de diferentes nações e na divulgação das novas figuras que despontam na seara da sétima arte.
Neste ano, quando chega à 28ª edição - iniciando no sábado (4) e finalizando no dia 11 -, o festival amplia as possibilidades de conexões territoriais e artísticas ao oferecer uma abrangente programação, contemplando, além da tradicional exibição de curtas e longas-metragens, seminários, cursos e ainda sessões especiais.
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Conforme afirma o diretor do festival, Wolney Oliveira, durante coletiva de imprensa realizada na última terça-feira (31), a multiplicidade de atividades vai de encontro a um desejo de reinvenção do projeto. "A mostra tem como uma de suas principais características a renovação, o que faz dela o evento mais longevo do Estado", sublinha. "Temos o Salão de Abril, que tem quase 70 anos, mas ele passou dez anos sem acontecer. O Cine Ceará segue, porém, acontecendo, consecutivamente, desde quando começou".
Nesse sentido, vale destacar o processo pelo qual o festival passou até chegar à configuração atual. Wolney lembra que o embrião foi semeado na Casa Amarela da Universidade Federal do Ceará (UFC), quando seu pai - o professor e cineasta Eusélio Oliveira - lançou o projeto "Vídeo Mostra Fortaleza", voltado para o registro do cotidiano no Centro. De lá para cá, em 1993 o atual diretor assume o festival, que, dois anos depois, torna-se Cine Ceará.
"Com o tempo, ele passa a ser competitivo, depois ibero-americano e, a partir de 2013, além da mostra competitiva, começou a fazer uma homenagem à cinematografia de determinado país ibero-americano, contemplando Portugal, Argentina, México e Chile", completa.
Desta vez, o destaque reside no cinema peruano - homenageado desta edição -, com mostra que segue até este domingo (5) na Caixa Cultural Fortaleza. No total, 16 longas-metragens, selecionados pela curadoria de Pablo Arellano, devem fomentar a possibilidade de refletir o cinema do País, apresentando um recorte que engloba aspectos como o regional e o experimental.
"Apesar de ser um país que produz pouco - algo entre 10 e 15 longas por ano, no máximo - o Peru aproveita bastante seu potencial cinematográfico", aponta Wolney. "Os filmes são premiados no mundo todo, participam de festivais importantíssimos, e quase todos estão sendo exibidos pela primeira vez no Ceará e, provavelmente, no Brasil", justifica.
Balanço
Em números, o 28º ano da mostra atesta sua relevância em escala local, nacional e internacional. São 100 produções selecionadas (55 longas-metragens, 44 curtas e um episódio de uma série de TV), oito países contemplados, sete estados brasileiros envolvidos e uma estimativa de público de mais de 15 mil pessoas.
Oito longas e 13 curtas concorrem ao troféu Mucuripe na Competitiva Ibero-americana de longa, que reserva o aporte de US$ 10 mil (valor em moeda brasileira) ao trabalho vencedor. Quantias diferentes serão reservadas para as demais categorias.
A ficção "O Barco", do cearense Petrus Cariry, é o filme de abertura da edição e fará sua estreia nacional. Quem também será exibido pela primeira vez na mostra e terá première nacional é o chileno "Cabras de merda", de Gonzalo Justiniano. "Petra", de Jaime Rosales, é outro destaque na programação, estreando mundialmente na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes deste ano.
Mais informações:
28º Cine Ceará - Festival Ibero-americano de Cinema. De 4 a 11 de agosto. Gratuito. Informações por e-mail (contatos@cineceara.Com) ou através do site do evento (www.cineceara.com).
Contato: (85) 3055.3465
Diário do Nordeste

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