Pilares da Igreja


Gonzaga Mota*
A Bíblia, conjunto de livros de inspiração Divina, abrange o Antigo Testamento (escrito antes de Cristo - mostrando a história do mundo) e o (Novo Testamento escrito depois de Cristo - apresentando os ensinamentos de Jesus). É um convite à reflexão. Existem estudos controversos, no entanto cremos ser a Bíblia a palavra de Deus. Não se destina apenas à leitura, mas sobretudo à oração. Ao interpretarmos e entendermos a Bíblia, reconhecemos os nossos erros do passado e do presente, assim como visaremos com fé, esperança e amor o futuro. Sendo difícil a exegese bíblica, surgiram, ao longo do tempo, conflitos entre ciência e religião. No início, e até hoje, os dois pilares da Igreja continuam sendo Pedro e São Paulo. Dando-se um salto na História, já na idade média, podemos admitir que os conflitos mencionados, na maioria das vezes, foram sanados com a harmonização da fé e da razão. Não são, conforme nosso juízo, manifestações opostas, mas complementares.
Entre os séculos I e VII, a Escola Patrística, cuja maior expressão foi Santo Agostinho, já admitia que a fé e razão poderiam caminhar juntas, ressaltando a fé do Cristianismo e combatendo os ataques de pagãos e hereges. Santo Agostinho, em seus estudos, inspirou-se também na filosofia de Platão. Já no período entre os séculos IX e XVI a ideia da compatibilização entre fé e razão evoluiu, mediante os princípios da Escola Escolástica, analisados, principalmente, por Santo Tomás de Aquino, que muito se inspirou em Aristóteles. Assim, acreditamos que a fé é o caminho da verdade e a razão é consequência do júri interior. Unidas, mostram o saber viver.
*Professor aposentado da UFC

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