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Literatura e cinema

Paulo Eduardo Mendes*
Diversão que fascina: cinema. Aliar um bom filme ao devaneio da literatura é o contexto de rara sabedoria que Régis Frota apresenta por amor à causa da cinematografia. Seu pendor natural para pontificar na seara dos cineastas estudiosos dessa técnica da "fotografia que se movimenta" possibilitou a produção de mais um livro temático. Desta feita, o Régis nos trouxe "Memória & Silêncio no Cinema Chileno", numa internacionalização das suas elucubrações por filmagens. "Memória & Silêncio" sem poder calar o tom do entusiasmo ao desenvolver seu trabalho, no silêncio do livro.
Desperta o interesse de investidores na produção cinematográfica, bem como na formação dos próprios artistas. Régis Frota figura como astro de uma intelectualidade bem diferente. Faz literatura usando a técnica do roteirista inato. Autêntico produtor cinematográfico.
Revela-se um talento nessa temática dos filmes que enriquecem as casas exibidoras do mundo todo. O estudo do "cinema chileno" não afasta o autor do cinema brasileiro, que também luta para sobreviver no meio artístico e empresarial da "sétima arte". Régis surge como sinônimo dessa arte divina do bom entretenimento. Alia seu profissionalismo como professor de Direito e repassa aulas de simplicidade e elegância vernacular, trazendo o cinema para a frente das câmeras do bom senso, nessa luta diuturna para sustentar as luzes em preciosas retóricas do cinema chileno e brasileiro. Ensaio comparativo de valor incomensurável para análise dos estudiosos da matéria em foco.
Um livro que destaca o silêncio e traz o paradoxal grito de alerta pela causa do cinema.
*Jornalista

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