Museu do Ceará - equipamento público que guarda a memória do Estado vai receber uma manutenção predial nos próximos quinze dias

Deivyson Teixeira em 25/10/2014
Deivyson Teixeira em 25/10/2014
O Museu do Ceará - equipamento público que guarda a memória do Estado em artefatos arqueológicos, obras artísticas e outras peças - vai receber uma manutenção predial nos próximos quinze dias. A intervenção está ligada ao processo de cuidado permanente que a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) precisa realizar nos equipamentos públicos. No fim de 2017, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) emitiu um comunicado para a pasta estadual pontuando alguns problemas estruturais que afetam o museu. Antes disso, entretanto, segundo Fabiano Piúba dos Santos, titular da Secult, a pasta já estava com os olhos voltados para o equipamento.
Essa manutenção dos próximos dias não afeta o funcionamento do museu, explica a diretora Carla Vieira. E ela é apenas uma prévia para a intervenção maior que será realizada no próximo ano. A manutenção vai custar R$ 224 mil. Quando assumiu a secretaria, pontua Fabiano, havia um projeto para reforma do Museu do Ceará. Mas, segundo o secretário, o texto apresentava uma série de lacunas, incluindo a prevenção de acidentes e incêndios. Novo projeto foi encomendado. Realizado pela empresa cearense Umpraum Projetos Integrados, o texto prevê especificações que vão da disposição dos extintores de incêndio aos alarmes, hidrantes e sinalizações. A obra, que deve custar por volta de R$ 5 milhões, já tem recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) da Secult para o próximo ano.

Rafael Magalhães, arquiteto e urbanista da Umpraum Projetos Integrados, explica que o projeto prevê melhorias e modernizações em todas as instalações do Museu do Ceará, equipamento tombado pelo Iphan e localizado no Centro de Fortaleza. Prédios históricos, diz o arquiteto, possuem facilidade de combustão devido ao uso de madeira como matéria base das edificações. Esse teria sido um dos agravantes no incêndio que atingiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no domingo, 2.
O projeto do Museu do Ceará contou com nove profissionais envolvidos - analisando detalhes e características da edificação (construída em 1873) - e foi elaborado entre fevereiro e junho deste ano. A Umpraum, esclarece Fabiano dos Santos, também está realizando projetos para o Theatro José de Alencar (TJA) e para o Teatro de Guaramiranga. "Não há motivo para pânico. É importante lembrar para a sociedade que há uma linha contínua de manutenção e custeio dos nossos equipamentos", diz o secretário.
"Os riscos existem em qualquer tipo de edificação, mesmo as mais modernas", ressalta Carla. Ela lembra, entretanto, que o Museu do Ceará tem sistema de combate de incêndio em funcionamento, extintores específicos para a estrutura, mangueira de hidrante no interior do prédio e não desenvolve atividades de alto risco ou que envolvam chamas. "Eu não poderia me capacitar a dizer que o museu não corre nenhum risco. O que nós temos são uma série de esforços voltados a evitar que tragédias aconteçam", diz.
O Povo

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