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No Museu do Ipiranga, rachaduras e isolamento

Desde junho, a maioria das 30 mil peças do acervo foi retirada e transferida para imóveis alugados. Restaram só itens de difícil remoção, como o quadro 'Independência ou Morte'.
Entorno do prédio está isolado com faixas vermelhas. As falhas no revestimento e no reboco da fachada são evidentes.
Entorno do prédio está isolado com faixas vermelhas. As falhas no revestimento e no reboco da fachada são evidentes. (Francisco Emolo/Jornal da USP)

"Não ultrapasse a faixa. Risco de queda de revestimento", sinalizam placas no entorno do Museu Paulista, na zona sul da cidade de São Paulo. Mais conhecido como Museu do Ipiranga, o prédio está fechado desde agosto de 2013, após parte do forro ceder mais de 10 centímetros e pedaços do reboco da fachada caírem. Com uma obra de restauro e ampliação prevista, deve reabrir em 2022, nas comemorações do bicentenário da independência.

Hoje, todo o entorno do prédio está isolado com faixas vermelhas. As falhas no revestimento e no reboco da fachada são evidentes, de modo que os tijolos ficam aparentes em algumas partes. Além disso, as esquadrias das janelas estão lascadas, há limo na base e os muros da entrada estão com rachaduras, dentre outros problemas.

Desde junho, a maioria das 30 mil peças do acervo foi retirada e transferida para imóveis alugados. Restaram só itens de difícil remoção, como o quadro Independência ou Morte, de 1888, do artista Pedro Américo.

Como adiantou o jornal O Estado de S. Paulo, o projeto de restauro e ampliação inclui livraria, café, auditório e até mirante. Em 2017, o valor estimado para a obra era de R$ 80 milhões. Construído às margens do Córrego do Ipiranga em 1890, o prédio foi transformado em museu em 1895 e, em 1963, passou para a USP.

Na tarde desta quarta-feira, 5, o professor aposentado Jean de Albuquerque, de 65 anos, levou um casal de amigos para conhecer o Parque da Independência. "Se o museu estivesse aberto, daria muito mais gente aqui." Já a dona de casa Marisa Leite, de 63 anos, visitava o local pela primeira vez, vinda de Belém, capital do Pará. "É lindo mesmo desse jeito."

Também em São Paulo a passeio, natural de Montes Claros (MG), o agente dos Correios Ueder Ferreira de Souza, de 37 anos, acredita que o incêndio no Museu Nacional do Rio possa acelerar o processo de resgate de prédios históricos. "Talvez tenha sido benéfico para os outros." 

Agência Estado

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