Os 50 anos de som, fúria e histórias

Livro conta histórias que envolvem a produção e gravação de seus 15 álbuns recuperadas pela jornalista, cantora e compositora Chris Fuscaldo.
A publicação é bilíngue e não mira apenas no público brasileiro do trio.
A publicação é bilíngue e não mira apenas no público brasileiro do trio. (Reprodução)

Nos 50 anos da eletrizante estreia fonográfica dos Mutantes, título incontornável quando se publicam listas dos melhores discos de todos os tempos, os fãs da banda ganham Discobiografia Mutante - Álbuns que Revolucionaram a Música Brasileira (Garota FM Books), com histórias que envolvem a produção e gravação de seus 15 álbuns recuperadas pela jornalista, cantora e compositora Chris Fuscaldo. A publicação é bilíngue e não mira apenas no público brasileiro do trio.

Viabilizado por uma campanha de financiamento coletivo que contou com colaboradores daqui e de países como Escócia, Espanha França, Peru e Los Angeles, o livro conta, por exemplo, como foram escolhidas as imagens das capas - na foto do inaugural Os Mutantes, Rita Lee está envolta numa toalha de mesa comprada por sua mãe num bazar de igreja, entre os irmãos Arnaldo, de quimono chinês, e Sérgio Dias Batista, de echarpe de bolas. A foto foi na casa do fotógrafo Olivier Perroy, o mesmo da antológica capa de Tropicália ou Panis Et Circencis, o disco coletivo que saiu também em 1968.

A ideia Chris veio da efeméride. A semente foi a monografia de fim de curso de jornalismo, de 2002, justamente sobre a linguagem das capas, e as entrevistas com o trio que fez então e ao longo de sua trajetória profissional de 20 anos. "Não podia deixar passar o aniversário do disco em branco", diz Chris, que escreveu também Discobiografia Legionária (Leya), que disseca os álbuns da Legião Urbana, e está lançando seu CD autoral Mundo Ficção.

"Os fãs dos Mutantes sabem quase tudo, mas há informações novas, como a existência de uma fita do álbum Tecnicolor, gravado em 1970, com uma sonoridade diferente da que foi recuperada para o lançamento de 2000. Pouca gente sabe que Arnaldo passou na Inglaterra antes de voltar para São Paulo e gravou sintetizadores e overdubs, fazendo com que ele voltasse com uma cópia diferente da que o resto da banda tinha trazido. Ou seja: há material inédito!", vibra Chris, ela própria ouvinte de Rita desde a infância e dos Mutantes a partir da adolescência. 

Agência Estado

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