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Triste realidade

Paulo Eduardo Mendes*
Cronista múltiplo. Veia jornalística completa. Ação redacional na política, nas áreas noticiosas as mais variadas para fazer pouso na crônica social. Assim, o registro em torno de José Rangel. Elegante no seu modo de ser, o Rangel forneceu a triste realidade da sua partida deste mundo físico. José Rangel entre rádio e jornal sendo sempre um destaque. Redação firme e educada para luzir em todos os setores do jornalismo. Talhado para a crônica social em razão da sua fina fidalguia. Redigia com classe o que se continha no universo social.
Marcou sua presença exatamente pela forma de escrever. Conduzia seu texto com o aprumo da elegância. Incapaz de ferir usando a ousadia do verbo. Eterno conciliador nas "conversas de salão". Cronista social sempre bem recebido pela sociedade que o aplaudia por méritos. José Rangel simbolizando o valor da ética, da decência, da nobreza de caráter. Altivo nas crônicas sociais, por excelência, fez história na forma de retratar personalidades do "grand-mond" desta Fortaleza rica de valores. O registro da sua ausência surge pranteado de forma realmente sincera e sentida. Retira-se de cena um homem de bem. Reflete sua bondade que trazia do berço. Bem casado e pai são argumentos inerentes ao seu dom de vida proba.
José Rangel sempre cercado de aura positiva. Há luz no seu entorno. Jornalista exemplar. Simples no modo de noticiar. Firmou o conceito de elevada profissionalização, por entender e respeitar o público alvo dos seus enfoques socialmente dentro de um equilíbrio humanista. Ele parte e fica no paradoxo que engrandece a nossa categoria de jornalistas por ideal.
*Jornalista

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