Vote certo!

Gonzaga Mota*
Em 7 de outubro próximo, teremos eleições no Brasil. Nos debates, programas e inserções eleitorais observamos que alguns candidatos se preocupam mais em desconstruir os adversários, muitas vezes de forma grosseira e sem escrúpulos, do que apresentar suas intenções. É claro, por outro lado, a vida pregressa do candidato precisa ser examinada e os erros encontrados, como falhas de gestão e corrupção, devem ser mostrados às autoridades competentes, com rapidez, para que sejam tomadas as providências cabíveis. O esclarecimento é fundamental para permitir ao eleitor fazer uma escolha consciente, sempre prevalecendo a justiça, assim como a liberdade de opção. Construir ou desconstruir um político usando fatos falsos é antidemocrático.
Cremos que o aumento dessa sistemática, enganando o eleitor, surgiu com maior intensidade quando o "marketing" político tendencioso e não verdadeiro substituiu a apresentação dos planos e programas governamentais. O eleitor acreditava, e em vários momentos ainda se ilude, com cenas cinematográficas e com palavras sofisticadas e mentirosas utilizadas, na maioria das vezes, por prepostos do candidato. Chegou a hora de não elegermos corruptos, bem como aqueles que direta ou indiretamente se aproveitam do poder político para conquistar, ampliar e consolidar o poder econômico e financeiro.
Os brasileiros desejam eleições limpas, democráticas, longe de conluios e acordos indecentes. Confiemos na justiça. Lutemos para que a frase do filósofo Voltaire não domine o Brasil: "A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza de espírito". Viva o Brasil.
*Professor aposentado da UFC

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