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Celebrando os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Mostra Cinema e Direitos Humanos tem abertura nesta quinta-feira, 29, no Cinema do Dragão

No próximo dia 10 de dezembro, o mundo comemora as sete décadas da criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU em 1948. Desde então, as conquistas em defesa destes direitos têm alcançado diversos setores da sociedade, sendo a arte uma das mais atuantes linhas de frente destes processos.
Os 350 filmes brasileiros inscritos na chamada pública da 12ª Mostra Cinema de Direitos Humanos (MCDH) é uma prova concreta dessa relação. Destes, 40 passaram pela curadoria de Janet Rockenbach e Tatiana Maciel para compor as exibições que acontecem durante novembro e dezembro em todo o País.
Com a temática voltada para os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a mostra chega ao Cinema do Dragão na próxima quinta, 29, com a exibição de filmes a partir das 19h30min. As sessões, todas gratuitas, seguem até 3 de dezembro, quando o evento torna-se itinerante e integra espaços como Centro Cultural do Bom Jardim, Vila das Artes, Rede Cuca, Lar Torres de Melo e escolas públicas da Cidade.
FILME Menina de barro trata sobre bullying Divulgação
FILME Menina de barro trata sobre bullying Divulgação

"São 70 anos, mas não estamos só celebrando, estamos resistindo e educando", destaca a curadora da MCDH Tatiana Maciel. "A mostra vem para desmistificar os Direitos Humanos, conscientizar a população que todo mundo tem seus direitos, que eles foram conquistas e estas conquistas não podem mais ser extinguidas. As pessoas vão entender os Direitos Humanos, direitos que são para todos, da pessoa humana".
A mostra é dividida em quatro categorias: a Panorama, com 25 filmes que abrangem questões dos Direitos Humanos; a Temática, com cinco trabalhos voltados para o tema central da edição; a Mostrinha, direcionada para o público infantil; e a Homenagem, que nesta edição celebra Milton Gonçalves com cinco clássicos do cinema nacional com o ator.
"É muito legal homenagear o Milton esse ano porque ele sempre foi um militante na profissão dele", explica Tatiana. "A representatividade do Milton como homem negro no cinema, na televisão, no teatro, para a gente é super importante". A homenagem é composta pelos clássicos A Rainha Diaba (1974), Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (1977), Eles Não Usam Black-tie (1981), O Que É Isso, Companheiro? (1997) e Carandiru (2003).
Entre os filmes que a Mostra traz está o documentário cearense A Rua é Noiz, da produtora 202B, composta por Eduardo Cunha Souza e Pedro Cela. O trabalho, de 14 minutos, vai ter a sua estreia na sexta-feira, 30, às 16 horas. Segundo Eduardo, o curta nasceu do convite do Instituto Katiana Pena, do bairro Bom Jardim, que chamou a dupla para filmar o espetáculo cênico de mesmo título. O resultado, ao invés de simples registros, é um filme que aborda a produção da coreografia e o trabalho social do instituto na periferia de Fortaleza.
"Circular no Brasil inteiro de uma forma gratuita é importante pro realizador, pro cinema nacional e pro espectador que dificilmente tem esse acesso a esses filmes", explica a curadora, em um convite para o público participar da mostra. As exibições ainda incluem a acessibilidade como pauta, com algumas sessões com closed caption e audiodescrição. A MCDH é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos, com a realização do Instituto Cultura em Movimento.
12ª Mostra Cinema e Direitos Humanos
Quando: de 29 de novembro a 3 de dezembro no Cinema do Dragão; itinerante até 13 de dezembro
Onde: Cinema do Dragão (rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema) e outros espaços da Cidade
Gratuito
Informações: www.sdh.gov.br
O Povo

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