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Cinco jurados externos vão reforçar comitê do Nobel da Literatura até 2020




Gun-Britt Sundström é um dos cinco autores que vão reforçar o Comité Nobel
FotoGun-Britt Sundström é um dos cinco autores que vão reforçar o Comité Nobel DR

Cinco escritores e críticos literários exteriores à instituição vão integrar, nos próximos dois anos, o comitê da Academia Sueca que elege os vencedores do Prêmio Nobel da Literatura. A decisão foi anunciada esta segunda-feira pela Academia Sueca, que vive uma crise histórica devido a um escândalo de alegadas fugas de informação e de acusações de abusos sexuais ao marido de uma congressista.
O novo Comité Nobel passará a incluir – além dos académicos Per Wästberg, Horace Engdahl, Kristina Lugn, Anders Olsson e Jesper Svenbro – a escritora e tradutora Gun-Britt Sundström, cujo romance Maken (1976) é considerado um clássico da moderna literatura sueca, o poeta, tradutor e ensaísta Kristoffer Leandoer e três críticos literários: Mikaela Blomqvist, especializada em teatro, Henrik Petersen e Rebecka Ahlberg Kärde.


Academia Sueca responsável pelo Nobel da Literatura perde mais um membro
A medida foi tomada de forma consensual pela Fundação Nobel, que já havia sugerido há alguns meses a criação de um novo comité para a atribuição do Nobel da Literatura. Este ano o prémio não foi entregue por causa do escândalo que abalou a instituição.

A Academia Sueca decidiu-se em Maio por este adiamento (algo que não ocorria desde há sete décadas) dada a perda de "confiança" do mundo exterior na instituição e o seu próprio "enfraquecimento", após a saída, até àquela data, de oito dos seus 18 membros.
"O facto de a fundação encarar positivamente esta aposta significa que podemos continuar a trabalhar em paz antes do próximo prémio, e isso dá-nos segurança. Avançámos mais um passo na reconstrução", disse esta segunda-feira Anders Olsson, o secretário interino da Academia.
Olsson especificou que esta é uma medida "temporária", que deverá manter-se até 2020, ano em que serão entregues três prémios, um deles correspondente a 2018.


A Academia atravessa uma situação crítica desde há um ano, quando um jornal sueco publicou as denúncias de 18 mulheres que acusavam de abusos sexuais o artista francês Jean-Claude Arnault, ligado à instituição através da sua mulher, a poeta Katarina Frostenson, e do seu clube literário, que a Academia Sueca financiava.
Uma auditoria concluiu que Arnault não influenciou decisões sobre prémios e subsídios, embora o apoio económico recebido pelo seu clube viole as regras de imparcialidade, já que a sua mulher, membro da academia, era dele co-proprietária.
Cinco membros da Academia renunciaram formalmente desde o ano passado e três saíram temporariamente, incluindo os dois últimos secretários, Sara Danius e Peter Englund. Entretanto foram eleitos como novos académicos o professor Mats Malm, o jurista Eric Runesson e a escritora Jila Mossaed.

Fica por resolver a situação de Katarina Frostenson, que se recusou a renunciar voluntariamente, conforme solicitado pela instituição, o que levou à abertura de uma investigação sobre uma possível violação dos estatutos da Academia.
Arnault foi condenado, no mês passado, a dois anos de prisão por uma violação cometida em 2011. Apesar de ter recorrido da sentença, permanece em prisão preventiva por ordem do tribunal.

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