O POEMA DOS PORQUÊS

Carlos Delano Rebouças*

Usar os porquês, no dia a dia, é um dilema, E para muitos representa um problema.

Fique tranquilo, que se aprende facilmente, Quando os detalhes, um a um se tem na mente.

O porquê junto e acentuado tem sentido,
De razão, de motivo, é substantivo.
Mas separado e no final também se vê,
Ou interrogativas, quando assim vai escrever.

Sem acento, o porquê vai existir,
E separado se uma pergunta persistir.
Mas vindo junto e sem acento, o que é que eu digo?
Uma pergunta eu direi ter respondido.

Por que me indagas o porquê dessa abordagem?
Porque sua dúvida para mim era bobagem.
Mas com esses versos, acredite, pode crer, Que sua angústia acabou, e eu sei por quê.

*Professor de Língua Portuguesa e redação, conteudista, palestrante e facilitador de cursos e treinamentos, especialista em educação inclusiva e revisor de textos.

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