Cearense ganha prêmio de fotografia da Aliança Francesa e vai para Paris com tudo pago

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Com o tema tão atual e crucial – “Mas onde está a água?” – o Prix Photo Aliança Francesa 2018 recebeu quase 300 ensaios fotográficos vindos de todas as regiões do Brasil. E o vencedor é de Fortaleza, Weberton ‘Beto’ Skeff com seu ensaio, “Doces desejos de fôlego”, que ganhará uma viagem com acompanhante para Paris, com tudo pago.
“Doces desejos de fôlego é um relato que pretende abordar a relação do sertanejo com água e sua escassez. Numa tentativa de deslocar a fotografia de uma zona classificatória, este trabalho se apresenta de inúmeras formas: Ora documental, ora ficcional, ora de natureza indefinida, mas sempre respeitando a vontade de descrever e compartilhar suas experiências vivenciadas ainda quando criança no sertão central do Ceará”, descreve o ganhador do concurso.
“Os diferentes trabalhos apresentados refletem a diversidade de olhares, técnicas, estéticas e abordagens sobre essa questão vital, que impacta o presente e o futuro”, aponta o diretor da Aliança Francesa Fortaleza, Marc Ellul.
Os trabalhos vencedores apresentam uma narrativa visual sobre duas regiões brasileiras simbólicas e traduzem esteticamente as contradições da relação do homem com a natureza.
O júri – formado pelos especialistas e professores Ioana de Mello, Eugênio Sálvio, João Kulcsár, Katia Chalita e Marie Hospital – justificou a escolha pelo ensaio cearense, pois aborda de maneira concisa a relação do sertanejo com a água e sua escassez.
“Em 2018 tivemos propostas muito bonitas, e uma boa representação geográfica de todo o território brasileiro. Obrigado a todos pelo seu envolvimento nesta competição nacional das Alianças Francesas espalhadas pelo no Brasil”, finaliza o diretor cultural da AF no Brasil, Thomas Brégeon.
O segundo lugar foi a carioca Ana Carolina Fernandes, com “Os Veios Abertos da Baía de Guanabara”, que denuncia o “descaso desumano” com as águas da Baía de Guanabara (ganhou um fim de semana para 2 pessoas no Hotel Sofitel Ipanema), e o prêmio do júri popular ficou com o mineiro Rodrigo com a obra “ser peixe”, e vai levar uma bolsa de um semestre na Aliança Francesa.
Tribuna do Ceará

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