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Equilíbrio espiritual

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Os sentimentos de solidariedade e amor com vista à busca da felicidade e ao propósito da vida são muito importantes. Por outro lado, o ódio, a falsidade, a inveja e a ambição, dentre outros, são comportamentos incompatíveis com uma existência saudável. Ademais, é mediante a oração e a meditação que se encontram estados mentais positivos e se afastam os negativos. O que somos é consequência do que pensamos. O que alcançamos decorre de nossa fé em Deus e da força da esperança. 
Como seria bom se nos dias de hoje os líderes mundiais e as pessoas que decidem e formam opinião seguissem o pensamento de São Francisco de Assis. Sem dúvida, poderíamos afirmar que os direitos individuais se baseariam no princípio da liberdade, enquanto os direitos sociais seriam alicerçados na igualdade de oportunidades. 
A violência em todas as suas formas – como o desemprego, a fome, o analfabetismo, a discriminação, a indiferença – leva a sociedade a um clima de perplexidade e apatia, motivando mais violência, mais injustiça e mais supervalorização dos bens materiais, o que conduz à constituição de famílias desajustadas nas quais a admiração e o respeito foram substituídos, muitas vezes, pela falta de amizade, de carinho e de compreensão. 

Não podemos mais conviver com disputas inócuas e violência em todas suas formas. A discriminação entre as pessoas, por exemplo, representa a forma mais cruel de coação, permitindo o constrangimento físico ou moral. A falta de solidariedade leva ao desentendimento, à intolerância e ao comportamento irracional. Não queremos um mundo preconceituoso. 
Assim disseram Anne Frank: “Aquele que é feliz espalha felicidade. Aquele que teima na infelicidade, que perde o equilíbrio e a confiança, perde-se na vida”; e Goethe: “A felicidade mais elevada é aquela que corrige os nossos defeitos e equilibra as nossas debilidades”.

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