Pular para o conteúdo principal

Curso para formação de mediadores de leitura está com inscrições abertas

Resultado de imagem para mediador da leitura
Foto: Google
Ele é uma figura nem sempre reconhecida e por vezes confundida com professor ou com contador de histórias. O mediador de leituras, entretanto, tornou-se um agente mais necessário, mais impactante e mais solicitado ao longo dos últimos anos. À revelia da crise do mercado editorial e da extinção de livrarias, há pequenas iniciativas nascendo em bibliotecas comunitárias, escolas públicas e particulares, lojas de bairro e equipamentos culturais.
E é nesses e em outros espaços onde atua o profissional responsável por criar vínculos entre livros e seus potenciais leitores. "O mediador é alguém que convida ao diálogo. É alguém que constrói junto. O mediador não é o que te ensina a ler. É o que te convida a ler em conjunto. É abrindo o diálogo, portanto olhando na cara, que o mediador age", elucida o professor de filosofia e poeta Renato Pessoa - que atua como mediador de leitura em saraus, centros artísticos e colégios públicos. 
"A mediação da leitura não visa o aprendizado da literatura e, sim, despertar o prazer de ler, de forma autônoma, crítica e com liberdade", completa a professora Lídia Eugênia Cavalcante. Ela explica que a mediação de leitura caracteriza-se pelas relações dialógicas entre os sujeitos, o texto mediado e o ato mediador. Sendo um diálogo constituído de múltiplas vozes e narrativas, a mediação tem, por ela mesma, uma natureza dinâmica, flexível e crítica.
E Lídia faz outro alerta: a mediação ocorre dentro e fora da escola, portanto não há como ser confundida com aula. "O professor também pode ser um mediador de leitura, porém essa prática pode ser realizada por diferentes atores como bibliotecários, agentes de leitura, psicólogos ou mesmo representantes de comunidades e instituições que chamem para si esse importante trabalho social e cultural", diz a professora, que integra o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Ceará e vai coordenar o curso "Formação de Mediadores de Leitura", iniciativa da Fundação Demócrito Rocha (FDR) e da Universidade Aberta do Nordeste (Uane), que está com inscrições abertas.
Muitos são os artefatos utilizados pelos mediadores de leitura na execução do ofício: a leitura de trechos, o contato tátil com os livros, a interação com os potenciais leitores, o uso de músicas e de filmes, a busca de objetos como fantoches e fotografias. Aline Costa - pedagoga e mediadora de projetos de leitura e do Clube Picnic Literário - explica que para cada faixa etária são utilizados os mecanismos e os dispositivos adequados. Isso porque, diferente do apregoado pelo senso comum, a mediação é eficaz não apenas para grupos de crianças e adolescentes - mas também para adultos e idosos.
"Porque eu acho que a nossa função enquanto mediador de leitura é essa, é provocar esse hábito leitor. Não sei se formar um leitor, acho que é um pouco até arrogante dizer que estamos formando leitores. Mas de instigar o hábito da leitura para que aquela pessoa se transforme em um leitor", aponta Aline.
Muitos conhecimentos se entrelaçam quando o mediador de leituras exerce seu ofício. Da literatura e dos textos ficcionais, ele consegue extrair dados e significados que ampliam a visão que os potenciais leitores têm do mundo ao redor. "No nosso entendimento, todo conhecimento está entrelaçado à leitura, pois o ato de ler está presente em nosso cotidiano, desde as situações mais habituais - como tomar um ônibus observando o seu itinerário, preparar uma receita de bolo ou mesmo lero uma bula de remédio -, às mais complexas, a exemplo das pesquisas científicas, em saúde, terminológicas, leituras filosóficas", explica Lídia Eugênia.
Renato Pessoa, por sua vez, lembra que a literatura é uma das grandes formas de se conhecer um tempo e, portanto, ela ajuda "na busca de compreensão das grandes questões sociais e existenciais que abarcam as vivências do humano em seus diversos contextos históricos". Por isso, ele diz, o mediador de leitura é alguém com capacidade de alargar os horizontes de diálogo com os livros.
Curso Formação de Mediadores de Leitura
Curso gratuito e virtual
Os 12 módulos terão fascículos, audiofascículos, videoaulas, radioaulas, webconferências e tutoria on-line no ambiente virtual de aprendizagem
Fascículos encartados semanalmente no O POVO a partir de 21 de janeiro
Inscrições: ava.fdr.org.br
Temas abordados ao longo do curso: Mediação da Leitura e Formação do Leitor; A Formação de Professores Leitores e Mediadores de Leitura, Os Jovens e a Leitura; Práticas Leitoras; Espaços e Ambiências para Mediação da Leitura e A Leitura em Tempos de Conectividade.
O Povo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Participe da Coletânea "100 Poetas e 100 Sonetos"

O Instituto Horácio Dídimo de Arte, Cultura e Espiritualidade está selecionando 100 poetas para compor a Coletânea “100 Poetas e 100 Sonetos”. Os sonetos são de tema livre e devem ser metrificados em qualquer tamanho ou estilo, rimados ou não. 

Não haverá taxa de inscrição e nem obrigatoriedade de aquisição do livro pelos participantes, que em contrapartida cedem seus direitos autorais. 

A data e local do lançamento da coletânea serão definidos posteriormente. 

Para participar, envie o seu soneto para o email ihd@institutohoraciodidimo.org ou pelo formulário até 10/07/2019 com uma breve biografia.

Por https://institutohoraciodidimo.org/2019/06/11/coletanea-100-poetas-e-100-sonetos/

Corpo do Jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na terça-feira

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil* O corpo do jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na próxima terça-feira (9), no Memorial do Carmo, segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), respeitando o desejo do imortal. Cony morreu ontem (6), aos 91 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos após dez dias de internação. Segundo a ABL, como a morte ocorreu em um fim de semana, procedimentos jurídicos e administrativos terão que ser resolvidos nesta segunda-feira (8). Após a cremação, suas cinzas devem ser lançadas em um local que remete a sua infância. Também a pedido do jornalista, seu corpo não foi velado na sede da academia. A amiga e também jornalista Rosa Canha disse que Cony desejava uma cerimônia íntima. "Ele não queria velório, não queria missas nem nenhum tipo de homenagens. Ele pediu muito que fosse uma cerimônia apenas para a família".  Saiba MaisTemer lamenta morte do jornalista Carlos Heitor Cony Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926.…

O Natal em Natal (RN), a capital potiguar fundada em 25 de dezembro de 1599

Neste mês, a cidade se reveste de enfeites e de festas culturais, através do projeto 'O Natal em Natal'.
Considerada uma das maiores e mais bonitas do Brasil, a Árvore de Natal instalada no bairro de Mirassol encanta a natalenses e turistas. (Alex Regis/ Secom Natal)
Os moradores da capital do Rio Grande do Norte têm um motivo a mais para se alegrar e vivenciar esta época do ano. Afinal, eles celebram o “Natal em Natal”. Aliás, a capital potiguar recebeu este nome devido a data da sua fundação: 25 de dezembro de 1599. Neste mês, a cidade se reveste de enfeites e de festas culturais, através do projeto “O Natal em Natal”, promovido pela prefeitura municipal. Ao todo, segundo a prefeitura, são mais de 40 eventos que contemplam dança, música, teatro, audiovisual, artesanato, gastronomia e outras manifestações culturais.
Na zona sul da capital, foi acessa, no dia 3 de dezembro,  a tradicional “árvore de Mirassol”, com 112 metros de altura, ornamentada com enfeites nos formatos de …