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Literatura policial ganha fôlego com Joël Dicker

Literatura policial ganha fôlego com Joël Dicker
Aos 33 anos, o escritor suíço Joël Dicker se tornou um dos escritores mais vendidos da última década. Seu romance mais recente, “O Desaparecimento de Stephanie Mailer”, acaba de ser lançado no Brasil após repetir pelo mundo o sucesso das obras anteriores do autor, traduzidas para mais de 30 idiomas.
Com “A Verdade sobre o Caso Harry Quebert” (2013) e “O Livro dos Baltimore” (2015), Dicker ganhou espaço entre os amantes dos romances policiais. Ele, no entanto, se desvia quando tentam encaixá-lo em algum gênero.
“Sempre digo que, mesmo que haja uma investigação nos meus livros, eles não são necessariamente romances policiais no sentido clássico do termo, porque não respeito todas as regras das histórias de detetives”, afirma.
“O Desaparecimento de Stephanie Mailer” se passa na cidade de Orphea, nos Hamptons, que tem sua rotina abalada, em 1994, com uma série de assassinatos.
Vinte anos depois, o policial responsável por resolver o caso está prestes a se aposentar quando a jornalista que dá nome ao livro declara ter descoberto uma informação chave que mudaria os rumos da investigação. Pouco depois, ela desaparece.
Para o autor, a essência do romance está no desenvolvimento de um traço comum a todos os personagens: eles não podem ser rotulados como bons nem maus. A ideia de Dicker é sempre criar figuras humanas, capazes de “justificar o que fazem mesmo que o leitor não concorde.”
O livro também se preocupa em jogar luz sobre o trabalho dos jornalistas e investigadores, classificado pelo escritor como muito importante para a sociedade.
Uma característica de Dicker é sua facilidade para apresentar saltos temporais. Admirador confesso de Gabriel García Márquez, ele diz ter se inspirado ainda em Romain Gary e Richard Powers para aperfeiçoar sua técnica narrativa.
Outra grande influência é seu editor, Bernard de Fallois. “Ele me deu o conselho mais precioso: o de sempre fazer perguntas e manter o interesse em vários temas. Penso frequentemente nisso, porque é um conselho que funciona para tudo na vida”, conclui o bestseller.
Por Laura López - Metro Internacional

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