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Uma sereia na luta contra a poluição dos mares

A ideia de utilizar a figura da sereia foi escolhida com precaução pela equipe do AquaRio.
A estudante de biologia marinha Isabela Cardoso, de 21 anos, nada fantasiada de sereia no Aquário do Rio de Janeiro (AquaRio) para chamar atenção à poluição dos mares, 14 de janeiro de 2019
A estudante de biologia marinha Isabela Cardoso, de 21 anos, nada fantasiada de sereia no Aquário do Rio de Janeiro (AquaRio) para chamar atenção à poluição dos mares, 14 de janeiro de 2019 (AFP)

Crianças e adultos com celulares posicionados. Cliques e gritos acompanham cada mergulho da estudante de biologia marinha Isabela Cardoso, 21 anos, no tanque principal do Aquário do Rio de Janeiro (AquRio), na zona portuária da cidade.
Em todas as vinte quatro vezes que Isabela mergulha com sua cauda rosa e azul, todos os olhares e a atenção do público se voltam para a mensagem trazida pela sereia carioca: o lixo é o grande vilão dos mares.
A brincadeira de criança de se manter o máximo possível de tempo debaixo d'água virou profissão desde 2017 nos tanques do Aquário do Rio de Janeiro. Mas essa sereia está sempre chamando atenção do público para as ameaças à vida marinha. O lixo, especialmente o plástico, é lembrado em cartazes que a sereia carrega consigo nas duas sessões diárias de mergulhos realizados na época de maior público para conscientizar crianças e adultos sobre como o lixo afeta os mares.
"A vida veio do mar então porque não tratar e cuidar dos oceanos? Uso a imagem da sereia para chamar atenção de como a poluição mata e se não fizermos nada, toda essa vasta diversidade marinha acabará", explica Isabela.
A ideia de utilizar a figura da sereia foi escolhida com precaução pela equipe do AquaRio. "Não queríamos que fosse um show com mergulhadoras vestidas de sereia mandando beijos e nenhuma informação fosse passada ao público", conta Paulo Salomão, 35 anos, Biólogo Educador do AquaRio.
"Apesar do vasto litoral, o problema que o lixo causa nos mares é pouco conhecido", explica Salomão.
"Somos uma ferramenta da educação e pesquisa e com essa posição precisamos sensibilizar e conscientizar os visitantes sobre os maiores problemas que os mares enfrentam. O lixo é o maior dos problemas. Queremos mostrar que o problema existe e que precisamos ajudar", acrescenta.

AFP

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