Pular para o conteúdo principal

Festival Internacional de Contos “Lamparina de Histórias” homenageia a cultura afro-brasileira

Realizado pela Casa da Prosa, o festival homenageia a tradição oral africana e a cultura afro-brasileira de 14 a 16 de fevereiro no Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza e na Escola Euclides Pereira Gomes no Pecém.
O narrador e mediador cultural Boniface Ofogo estará pela primeira vez em Fortaleza. Foto: Divulgação / Evento
Idealizado em 2009, pela narradora e educadora Júlia Barros, o festival Lamparina de Histórias: Festival Internacional de Contos, completa 11 anos de atuação e ganha sua primeira edição internacional. O objetivo é valorizar o registro e a preservação da memória oral dos contadores de histórias tradicionais espalhados pelo mundo. Nesta edição, o festival homenageia a tradição oral africana e a cultura afro-brasileira e traz pela primeira vez a Fortaleza, o escritor e narrador Boniface Ofogo. Toda a programação é gratuita e acontecerá de 14 a 16 de fevereiro, no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, e na Escola Euclides Pereira Gomes, no Pecém.
O evento reúne narração oral, apresentação de teatro de bonecos, mesas redondas, oficinas, apresentações artísticas, shows de Tambor de Crioula, lançamentos literários, feira de livros e artesanato e, ainda, maratona de contos africanos com estudantes da UNILAB. Entre os destaques da programação, estão os espetáculos com o narrador Boniface Ofogo da República de Camarões (África Central) e com a escritora e arte-educadora Madu Costa (MG) sobre as Histórias de Orixás Femininas. Além da apresentação, “Encantados das Águas” de Linete Matias (AL). Mais que uma rica programação cultural com atividades para todos os públicos, o Festival também oportuniza a troca de saberes entre a plateia e os convidados que trazem em seus repertórios de apresentações ensinamentos e vivências das várias comunidades em que atuam.
O festival tem o patrocínio da Enel Geração e da Secretaria da Cultura do Estado Ceará (SECULT), através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e do Banco do Nordeste, parceria com a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) e realização da Casa da Prosa.
Boniface Ofogo
Boniface Ofogo Nkama é narrador e mediador intercultural. Publicou os livros: “Uma vida de conto” e “O leão de Kandinga”. Nasceu em Bogondo, vila situada no Centro da República de Camarões, em 1966. Estudou Filologia Hispânica e obteve uma bolsa do Governo Espanhol para continuar os estudos em Madrid, aonde chegou em 1988.
Foi mediador social e cultural em vários ayuntamientos da Comunidade de Madrid. Desde 1992, dedica-se a escrever e a narrar contos africanos. É autor de Uma vida de conto, uma autobiografia na qual se enfatiza a importância da tradição oral na África. Também publicou o livro El león Kandinga, que faz parte da inesgotável tradição oral dos Bantu, uma tribo que vive nas savanas e selvas africanas desde a República de
Camarões até a África do Sul. É especialista em fábulas, lendas, mitos e tradições africanas. Atuou por toda a Espanha (Maratona de Contos de Guadalajara, o Fórum das Culturas de Barcelona em 2004, os Festivais da Oralidade de Jaca e Elche). Também visitou a França, o Brasil, a
Costa Rica, a Colômbia e a Argentina. Esta será sua primeira visita a Fortaleza.

Serviço:
Lamparina de Histórias: Festival Internacional de Contos
Local: Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza e Escola Euclides Ferreira Gomes no Pecém.
Endereço: Rua Conde d’Eu, 560, Centro.
Datas: 14, 15 e 16 de fevereiro de 2019.
Horários: quinta, sexta e sábado, das 10h às 19h.
Classificação: Livre.
Informações: (85) 98526-1201/ (85) 3252-3343 Casa da Prosa
Acesso para pessoas cadeirantes pela Rua General Bezerril.
Paraciclo disponível no pátio interno.

Boa Notícia

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Corpo do Jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na terça-feira

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil* O corpo do jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na próxima terça-feira (9), no Memorial do Carmo, segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), respeitando o desejo do imortal. Cony morreu ontem (6), aos 91 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos após dez dias de internação. Segundo a ABL, como a morte ocorreu em um fim de semana, procedimentos jurídicos e administrativos terão que ser resolvidos nesta segunda-feira (8). Após a cremação, suas cinzas devem ser lançadas em um local que remete a sua infância. Também a pedido do jornalista, seu corpo não foi velado na sede da academia. A amiga e também jornalista Rosa Canha disse que Cony desejava uma cerimônia íntima. "Ele não queria velório, não queria missas nem nenhum tipo de homenagens. Ele pediu muito que fosse uma cerimônia apenas para a família".  Saiba MaisTemer lamenta morte do jornalista Carlos Heitor Cony Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926.…

Participe da Coletânea "100 Poetas e 100 Sonetos"

O Instituto Horácio Dídimo de Arte, Cultura e Espiritualidade está selecionando 100 poetas para compor a Coletânea “100 Poetas e 100 Sonetos”. Os sonetos são de tema livre e devem ser metrificados em qualquer tamanho ou estilo, rimados ou não. 

Não haverá taxa de inscrição e nem obrigatoriedade de aquisição do livro pelos participantes, que em contrapartida cedem seus direitos autorais. 

A data e local do lançamento da coletânea serão definidos posteriormente. 

Para participar, envie o seu soneto para o email ihd@institutohoraciodidimo.org ou pelo formulário até 10/07/2019 com uma breve biografia.

Por https://institutohoraciodidimo.org/2019/06/11/coletanea-100-poetas-e-100-sonetos/

Projeto do escritor e professor cearense Gonzaga Mota doa livros para escolas públicas da Capital e do interior

Por Diego Barbosa,  Com a ação, Gonzaga Mota já circulou por 20 instituições, ora aumentando acervos, ora criando novas mini-bibliotecas Com facilidade, a porta em que está cravada a placa "Livros de escritores cearenses" escancara-se em nova visão. Do outro lado do anteparo, o olhar mira num aconchegante espaço, onde repousam, organizadas e coloridas, obras de toda ordem. São títulos tradicionais e contemporâneos, exemplares de poesias, contos, crônicas, romances. Em comum a todos eles, o DNA nosso: possuem assinatura de cearenses. E querem ganhar mais mundos, outras trilhas. Mantido pelo escritor e professor Gonzaga Mota, o gabinete da descrição acima é recanto de possibilidades. Desde o começo deste ano, o profissional mantém um projeto de doação de livros para escolas públicas de Fortaleza e do interior, almejando estender o raio de alcance da leitura, especialmente entre crianças e jovens. A vontade de fazer com que os volumes saltem da…