Minha opinião

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Perguntaram-me, certa vez, quais as quatro personalidades públicas de atuação nacional que eu destacaria, ao longo de minha vida. Difícil indagação, vez que no período existiram figuras notáveis e não gostaria de cometer injustiças. Mas, como curioso da História do Brasil, não deixei de emitir a minha modesta opinião. 
Sei que agradarei a alguns e desagradarei a outros. Sugiro ao leitor, caso concorde ou não, pesquisar e analisar informações mais detalhadas, pois a contradita faz parte da democracia. Seguirei no resumido artigo a ordem cronológica: ministro Oswaldo Aranha, presidente Castelo Branco, deputado Ulysses Guimarães e general Villas Boas, mais recentemente. As quatro personalidades tiveram em comum a defesa da democracia e a luta contra a corrupção. 
Oswaldo Aranha, brilhante, de grande conceito internacional, foi decisivo, quando da Segunda Guerra Mundial, levou o Brasil a apoiar os Aliados, cuja liderança principal foi o então primeiro-ministro do Reino Unido, Winston Churchill, contra os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) liderados, principalmente, por Hitler. Por sua vez, certo dia, governava eu o Ceará, e conversando (1986) com a mulher símbolo e orgulho do Estado, Rachel de Queiroz, perguntei-lhe: “Rachel, o Castelo era ditador?”. Ela, com a sinceridade que lhe era peculiar, respondeu: “Gonzaga, sou uma mulher vivida e lhe afirmo que o Castelo foi um democrata e detestava a corrupção. Queria apenas fazer um Governo de transição”. Já com relação a Ulysses, em conversa comigo (1992), nos últimos meses de sua vida, disse-me: “Querido governador (assim me chamava), nunca perca suas convicções democráticas e considere que a corrupção é o cupim da República”. 

Por fim, é importante manter acesa a chama da democracia e da anti-corrupção mostrada aos brasileiros, nos anos mais recentes, pelo general Villas Boas, quando comandava o Exército do Brasil. 

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