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Artista visual cearense participa da 13º Bienal de Havana

Ruy Cézar Campos leva parte do seu trabalho A rede vem do mar para a tradicional bienal de artes visuais de Havana, que conta com 83 convidados de 45 países

Obra Pontos Terminais Emaranhados
A Bienal de Havana, um dos mais prestigiados eventos em artes visuais da América Latina, traz à tona não apenas as produções culturais de Cuba, mas tem sido espaço de expressão artística do hemisfério sul e do mundo desde sua primeira edição, em 1984. A Construção do Possível é o título da edição deste ano, que ocorre entre 12 de abril e 12 de maio e conta com a participação do artista cearense Ruy Cezar Campos.
Ruy Cézar apresenta no evento três trabalhos audiovisuais - Circunvizinhas, A Chegada de Monet e Pontos Terminais Emaranhados. Eles fazem parte da exposição A Rede Vem do Mar, trabalho que levou mais de um ano de pesquisa entre Fortaleza, Angola e Colômbia, e apresentada na Capital em 2017 em um contêiner instalado na Praia do Futuro.
"Eu estabeleço relações entre infraestruturas da internet e as geografias que existem no entorno dessas infraestruturas, e com esse trabalho penso em como essa dimensão tecnológica da contemporaneidade não deve estar apartada da realidade social que as envolve", explica Ruy. Seus trabalhos tratam das conexões entre infraestrutura de cabos submarinos, paisagem, corpo, avanço tecnológico e precariedade social, utilizando-se de metodologias que envolvem práticas de performance, de documentário e ficção.
Além de Sérvulo Esmeraldo na primeira edição do evento em 1984, outros cearenses que já participaram do evento foram José Guedes, em 2006, e Franzé Chaves, em 1989. "Fico muito lisonjeado pelo convite da Bienal, um dos eventos mais tradicionais e significativos das artes nas Américas. É uma oportunidade única de entrar em contato com artistas diversos do sul global e com o mundo da arte no geral", finaliza. 
(Ivig Freitas/ Especial para O POVO)

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