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Em momento preocupante, OMS recomenda menos telas e mais exercícios às crianças

Segundo a agência de saúde, as recomendações podem ser aplicadas a todas as crianças, independentemente do sexo, do ambiente cultural, ou de seu status socioeconômico.
Crianças egípcias
Crianças egípcias (AFP)

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou, nesta quarta-feira (24), seus primeiros conselhos sobre a atividade física para as crianças menores de 5 anos e pediu que elas passem menos tempo diante das telas, e mais se exercitando.
Essas recomendações podem parecer puro senso comum para as famílias, mas têm provocado polêmica, com alguns especialistas criticando a agência da ONU por formulá-las com base em testes insuficientes e adotando conceitos simplistas como "tempo de tela sedentário".
A OMS estima, no entanto, que essas instruções "preenchem uma lacuna" no esforço global para promover uma vida saudável, uma vez que esta faixa etária não foi levada em conta nas recomendações fixadas pela OMS em 2010.
Em um momento em que a obesidade representa uma ameaça crescente para a saúde pública e que 80% dos adolescentes "não são suficientemente ativos fisicamente", a OMS considerou necessário divulgar uma lista de bons hábitos para crianças com menos de 5 anos de idade, um período crucial para o desenvolvimento de um estilo de vida.
E, embora reconheça que esses conselhos se baseiam em "evidências de baixa qualidade", a agência de saúde diz que suas recomendações podem ser aplicadas a todas as crianças, independentemente do sexo, do ambiente cultural, ou de seu status socioeconômico.
Para os bebês com menos de 12 meses de idade, a OMS recomenda pelo menos 30 minutos de atividade física diária, inclusive na posição ventral para aqueles que ainda não andam.
Não é bom manter os bebês em um carrinho, em uma cadeira alta, ou no colo de alguém, por mais de uma hora sem interrupção. Além disso - recomenda a OMS -, eles têm de dormir entre 12 e 17 horas por dia.
Para crianças de 1 a 2 anos, a agência aconselha três horas de atividade física por dia, não mais do que uma hora de "tempo de tela sedentário" e pelo menos 11 horas de sono.
E, para os pequenos de 3 a 4 anos, as três horas diárias de atividade física devem incluir pelo menos uma hora de movimento "moderado a vigoroso". O tempo gasto nas telas não deve exceder uma hora também.
"Eu me pergunto como as instruções de política global de saúde pública, que afetam milhões de famílias, podem ser baseadas em 'evidências de baixa qualidade'", criticou Kevin McConway, professor emérito de estatística aplicada na Open University britânica.
"E, depois, o que significa exatamente 'tempo de tela sedentário'?", questionou McConway.
Em entrevista coletiva, a diretora do Programa para Prevenção de Doenças não transmissíveis da OMS, Fiona Bull, declarou que os autores do relatório têm total confiança na correção das recomendações.
Em referência à "baixa qualidade" das evidências, a OMS quis apenas ser "transparente sobre o fato de que ainda há muito trabalho científico a fazer em áreas importantes", explicou Fiona.
O diretor de pesquisa do Instituto Internet da Universidade de Oxford, Andrew Przybylski, disse que "as conclusões tiradas sobre as telas estão longe das evidências científicas do dano sofrido".
Przybylski pediu à OMS para realizar "estudos de melhor qualidade" sobre este assunto.
Juana Willumsen, encarregada da área de obesidade e atividade física infantil na OMS, explicou aos jornalistas que esta expressão fazia referência ao "tempo de tela passivo" em contraposição aos "jogos em tablets e programas de TV em que as crianças são incentivadas a se mexer".

AFP

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