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Exposição Corpos Furiosos evidencia obras de artistas negras cearenses

A exposição estará aberta para visitação até o dia 9 de maio, na Materioteca do Instituto de Cultura e Arte UFC, no Campus do Pici

Obra Reitegração de Leite, feita pela artista Eliana Amorim
Obra Reitegração de Leite, feita pela artista Eliana Amorim (Foto: Divulgação)
A partir do questionamento de como ocupar espaços e equipamentos evidenciando a arte negra, a exposição “Corpos Furiosos” abre nesta quinta-feira, 2, na Materioteca do Instituto de Cultura e Arte (ICA) da UFC, no Campus do Pici. Com visitação gratuita, a mostra seguirá em cartaz até o dia 9 de maio.
Em entrevista ao O POVO, a curadora Dhiovanna Barroso explica que “Corpos Furiosos” nasceu de um convite feito pelo Trovoa, grupo de mulheres negras e não-brancas do Rio de Janeiro. O movimento já ganhou edições em Belém, Recife e São Paulo. “Elas entraram em contato com várias meninas e comigo para visibilizar esses corpos que são apagados na história. A gente quer sair na mídia sem tá morto, queremos que a sociedade veja nosso trabalho”, manifesta.
Para criar essa atmosfera de representatividade, Dhiovana convidou mulheres da cena local para expor trabalhos que retratam a arte contemporânea por uma perspectiva não-branca, fugindo da estética europeia retratada ao longo da história. Amanda Monteiro, Eliana Amorim, Erica R., Karine Araujo, Maria Macedo, Priscila Smiths, Silvelena Gomes e Vitória Sena compõem o coletivo Terroristas del Amor, que faze parte exposição.
“A união é o mais importante de tudo. Juntas podemos combater todas essas situações ruins que se instauraram no País. Por mais que tenham nos silenciado, temos produções negras e queremos dar nomes a essas artistas”, destaca Dhiovana.
Serviço
Exposição Trovoa - Corpos Furiosos
Quando: abertura quinta, 2 de maio, a partir das 18h
Onde: Materioteca do Instituto de Cultura e Arte UFC - Campus do Pici
Visitação: 3 a 9 de maio, de meio-dia às 17 horas 
Acesso gratuito
REDAÇÃO O POVO ONLINE

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