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Todos somos mochileiros

Carlos Delano Rebouças*

A caminhada da vida todos nós começamos bem cedo, não é? Há quem diga que se inicia ainda na dura batalha pela fecundação, como se viu na obra cinematográfica, "Tudo pode dar certo", de Woody Allen.

Nesse filme, pode se imaginar a trajetória de alguém que em algum momento da uma vida, que desejava existir, teria uma longa caminhada a iniciar, repleta de obstáculos, mas que, infelizmente, também tem um fim, e que, para muitos, significa uma luta inglória quando se sabe que terá esse desfecho.

É uma caminhada na qual colocamos nas costas a nossa mochila, e nela vamos acumulando tudo que precisamos ou não para a vida. Digo não precisar na medida que, em certos momentos, precisamos fazer um check-list sobre o que é ou não importante para levar, e não sendo, o descarte é providencial, embora nos sirva de experiência para sabermos selecionar o que na nossa mochila deveremos colocar.

Há momentos em que se torna pesada e difícil de levá-la nas sofridas costas; em outros, nossa mochila se torna leve, quem sabe de peso imperceptível a ponto de acharmos que nada transportamos (ou possuímos). Na verdade, acumula bastante ao longo dos anos, mas sem parecer que está no seu limite, visto que aprendemos a distribuir muito bem a sua carga, dividindo nos mais diversos compartimentos e descartando, quando necessário, e aos olhos da prudência e da sabedoria, os excessos, para que não a ajamos   de forma a ser enxergados como desequilibrados.

Nossa mochila é resistente e espaçosa. Essa parceira inseparável na vida nos torna diferenciados quando a utilizamos da forma como se deve, levando a nos comportar como autênticos mochileiros, pois só assim aprendemos a nos distinguir em meio aos lutadores, talvez aos bilhões de espermatozóides de Woody Allen. E como diz o poeta: 'A lição sabemos de cor, só nos resta aprender".

*Professor de Língua Portuguesa e redação, conteudista, palestrante e facilitador de cursos e treinamentos, especialista em educação inclusiva e revisor de textos.

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