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Acesso facilitado à internet reduz procura por bibliotecas do interior


A baixa procura foi identificada a partir da última década, período em que houve popularização do acesso à internet no interior do Estado


Em unidades como a do Crato e Iguatu, sobram mesas e faltam alunos
FOTO: ANTONIO RODRIGUES
A partir da ampliação do acesso à internet nas cidades do interior e a facilidade de busca de temas diversos por meio da rede mundial de computadores, aquela velha pesquisa estudantil nos livros e enciclopédias de bibliotecas públicas está ficando cada vez mais rara.
As unidades tradicionais que não se modernizaram estão vazias. Sobram mesas e cadeiras. Faltam alunos. Muitas pessoas sequer sabem que existem estes equipamentos ou onde estão localizados.
No entanto, o cenário não foi sempre este. Há pelo menos dez anos, os equipamentos "viviam com boa frequência de visitantes", conta a secretária Maria Flávia Gurgel, que atua no segmento há duas décadas.
Mudança
A facilidade de acesso à internet é apontada como fator preponderante para mudança de cenário. "Hoje, é muito simples e rápido fazer qualquer pesquisa, até mesmo na palma da mão, através dos celulares", pontua a estudante Bárbara Holanda. Há pelo menos quatro anos, ela deixou de frequentar a biblioteca de Iguatu. "Ia com alguma frequência, hoje não mais".
A funcionária pública Maria de Fátima Alves trabalha há 33 anos na biblioteca de Iguatu. Ela reforça o cenário de esvaziamento. "Aqui havia muitos adolescentes fazendo pesquisa, trabalho em equipe", lembra. "Agora vem um ou outro, bate foto das páginas com o celular e vai embora", completa.
O quadro é visto com naturalidade pelo professor Oswaldo Guimarães. Ele sinaliza que o avanço da globalização modificou costumes que, para as novas gerações, não foram introduzidos em seu cotidiano. "Estes espaços têm que se modernizar e se tornarem atrativos para os estudantes. Para além da pesquisa, mas o espaço pode virar também um ambiente de estudo", analisa Oswaldo.

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