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Costureira cearense dá exemplo ao ir para a escola com mais de 80 anos

Dona Tereza, de 83 anos, é aluna exemplar do Ceja de Canindé. Depois de se alfabetizar já como septuagenária, ela seguiu com os estudos

Demorou mais de 70 anos para que Margarida Soarespudesse aprender a ler e escrever. Quando surgiu a oportunidade de realizar seu sonho de alfabetização, ela não desperdiçou a chance. A costureira, que prefere ser chamada de Tereza, é a aluna exemplar do Centro de Educação de Jovens e Adultos Frei José Ademir de Almeida, em Canindé, a 115 km de Fortaleza.
Aos 83 anos, é admirada tanto por colegas quanto por professores. É o caso de Mateus Lemos, responsável pelas aulas de Educação Física. Foi ele quem decidiu falar sobre sua aluna em uma publicação no Instagram. No texto, ele destaca que ela encerrou a disciplina com média 10.
A idosa também dispõe de poucos recursos financeiros. Contando apenas com a aposentadoria, precisa custear suas necessidades básicas e pagar o serviço de internet que contratou para auxiliar em seus estudos.
Segundo ela, seu maior desejo é comprar uma máquina de costura, voltar a confeccionar tapetes e panos de prato para vender. “Sou muito pobre, meu dinheiro é muito pouco e estou sem máquina de costura, mas preciso estudar. A minha escola, eu não deixo, não”, assegura.
A fala de Tereza revela a intenção de manter-se firme na sua trajetória educacional. Ela já se prepara para uma nova etapa em seus estudos. “Agora, vou aprender Inglês. Comigo é assim. O que tocar, eu danço”, conta Tereza, que, agora, além de alfabetizada, será bilíngue.

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