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Livro narra a história dos Mercados dos Pinhões e da Aerolândia

|Lançamento|Livro propõe mergulho na história e nos afetos do antigo Mercado de Ferro, que se transformou nos mercados dos Pinhões e da Aerolândia

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Foto: Google
Refazendo os caminhos que separam o Mercado dos Pinhões e da Aerolândia, duas fortalezenses descobriram que, no passado, os dois constituíram um só lugar: o Mercado de Ferro de Fortaleza. Mais que isso, descobriram duas metades, duas cidades. A história desses espaços é contada e reimaginada no livro A Distância entre Nós Dois - História do Mercado de Ferro de Fortaleza, de Isabel Paz e Natália Maia. A obra será lançada nesta quinta, 18, no Mercado dos Pinhões, e na sexta, 19, no Mercado da Aerolândia. Os eventos acontecem a partir das 19 horas.
Escrito por Isabel e Natália em 2012, o livro-reportagem é resultado do trabalho de conclusão do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC). "A gente tinha um desejo muito forte de falar sobre Cidade, pertencimento, patrimônio. Isso tava muito impregnado na gente. A gente resolveu se unir pra falar sobre", conta Natália. Durante a pesquisa, as jornalistas puderam (re)conhecer diferentes espaços da Cidade e atravessar as muitas camadas de tempo que separam a época da pesquisa e os primeiros sinais do Mercado de Ferro de Fortaleza.
Também conhecido como Mercado da Carne Verde, o Mercado de Ferro foi inaugurado em 1897 na capital cearense. Quatro décadas depois, a estrutura metálica foi desmontada e dividida em duas partes que, mais tarde, ficariam conhecidas como Mercado dos Pinhões e da Aerolândia. Pensar sobre esse prédio que se modifica, que ocupa diferentes locais, isso pra gente é meio fantástico e mágico mesmo", descreve Natália
O projeto foi reeditado por ambas entre 2015 e 2018, apos ter sido contemplado pelo X Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult). Após o lançamento, a publicação continuará a ser vendida por meio do perfil no Instagram que carrega o mesmo título da obra.
Para as jornalistas, o livro é uma forma de unir, ainda que de forma simbólica, as duas partes que formavam o antigo mercado, reconstruindo os fragmentos deste passado e dos tantos olhares para a cidade que que foram descobrindo a cada etapa da pesquisa realizada. Para a fortalezense Isabel Paz, que já morou em Salvador e na França, redigir o livro se entranha ao seu próprio desejo de viver a cidade e sentir seus movimentos e fluxos. "Em todo lugar que eu fui, fui atravessada por essa vontade de ser parte de uma cidade, não somente na condição de transeunte", conta Isabel.
Além da pesquisa documental histórica, o processo de escrita de A Distância entre Nós Dois" se aproxima do cotidiano desses dois espaços e lança novos olhares para o patrimônio para além de sua aparência física. É assim que elas transformaram frequentadores, vendedores e moradores do entorno do Mercado dos Pinhões e da Aerolândia em personagens que tem sua vida contada em narrativas comuns e cheias de afeto. "Essas pequenas narrativas também contam muito sobre quem a gente é e como a cidade nos atravessa", justifica Natália.
Entre relatos, datas e imagens que transitam entre o passado e o presente, o livro-reportagem conta também com ilustrações que abrem caminhos para reimaginar o mercado velho e o novo. "É difícil pensar em uma cidade que tem poucos registros fotográficos do fim do século XIX. As ilustrações nos ajudam, e certamente ajudam o leitor também, não somente a preencher essas lacunas, mas abrem caminhos para compreender esse momento histórico", conta Isabel.
Tombados como bens históricos municipais em 2008, os Mercados dos Pinhões e da Aerolândia passaram por reformas entre 2008 e 2014. No capítulo "Espaços e Memórias", as autoras discutem a importância da preservação e ocupação de bens históricos na cidade de Fortaleza. "Pra gente é muito importante falar sobre essa reconfiguração de espaços e da nossa própria memória. Sentimos essa necessidade de discutir os usos e ocupações que damos para os lugares que guardam a memória de Fortaleza que é nossa também", finaliza Natália.

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