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Bienal do Livro ajudará professores a disseminar o hábito da leitura

Nesta 19ª edição, o evento investe no professor para que ele leve para a escola o que aprender na Bienal e forme novos leitores.
A expectativa é que a visitação do público fique em torno de 600 mil pessoas durante os 10 dias do evento.
A expectativa é que a visitação do público fique em torno de 600 mil pessoas durante os 10 dias do evento. (Fernando Frazão/ABr)
Por Alana Gandra
A 19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que acontece a partir do próximo dia 30, no Riocentro, pretende ajudar na grande missão dos professores de levar cultura aos estudantes por meio da leitura. A Bienal preparou o Fórum de Educação, a ser realizado nos dias 2 e 3 de setembro. “A gente resolveu que era necessário investir também no professor”, disse a diretora da Bienal, Tatiana Zaccaro.
O fórum é focado no profissional de sala de aula, no professor, no educador, “para que ele possa levar para dentro da escola o que ele vai aprender na Bienal, para disseminar a importância do hábito da leitura”, disse Tatiana.
As inscrições já estão abertas. Para ajudar o professor a educar em um mundo em transformação, estão programadas palestras, entre outros, do monge zen budista Haemin Sunim; do educador português José Pacheco, e do ex-judoca, fundador e presidente do Instituto Reação, Flávio Canto.
Jovens
Para os adolescentes, foi preparado um espaço denominado Arena #SemFiltro, o antigo Arena Jovem, onde os jovens poderão ter encontros com escritores, youtubers e personalidades admirados por essa geração conectada nas redes sociais. O ambiente tem acesso próprio e traz uma diversidade de assuntos que permeiam a vida dos adolescentes. Haverá mesas para debates sobre esperança, fé, amor, poesia, biografias, games, filmes, empoderamento, beleza, humor, LGBTQIA+, entre outros.
Na última edição da Bienal, em 2017, a procura pelos debates de interesse dos jovens cresceu 344% em relação à edição de 2015, enquanto a capacidade subiu de 90 para 400 lugares no mesmo período.
Pela primeira vez, todo o conteúdo da Bienal vai ser captado e disponibilizado em um canal específico, para que os debates com mais de 300 autores nacionais e estrangeiros em mais de 120 horas de programação não se percam, disse Tatiana. “A programação está incrível e pode ser acessada no site da Bienal”, disse a diretora.
Boulevard
No espaço lançado este ano e denominado Boulevard do Livro, editoras de todos os portes vão mostrar seus títulos em cerca de 16 estandes mobiliados de 15 metros quadrados cada.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Marcos da Veiga Pereira, algumas editoras, principalmente as sediadas fora do estado do Rio de Janeiro, não teriam condições financeiras de participar da Bienal durante todos os dias. Com o Boulevard do Livro, elas têm a oportunidade de expor seus catálogos. Ali, eles contam com promotor próprio e com “operação comercial e logística de um parceiro muito conceituado”.
Tatiana Zaccaro disse que a expectativa é que a visitação do público fique em torno de 600 mil pessoas durante os 10 dias do evento. “Mas acaba sempre passando”, estimou. Na 18ª edição, em 2017, foram registrados 640 mil visitantes. Cada um deles deixou o evento com, pelo menos, seis livros. Este ano, 5,5 milhões de exemplares estarão disponíveis para venda.
Segundo os organizadores, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro é um dos quatro maiores eventos da capital fluminense. Os outros são o réveillon, o carnaval e o Rock in Rio.
O festival literário funcionará de 30 de agosto a 8 de setembro, no horário de 9h às 21h, nos dias de semana; de 9h às 22h, na sexta-feira; e de 10h às 22h, nos finais de semana. Os bilhetes têm valor de R$ 30, inteira, e R$ 15, meia entrada.

Agência Brasil/Dom Total

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