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Escritores defendem inclusão e valorização de literatura amapaense na grade escolar

Ciclo de palestras de autores locais também discutiu a produção feminina no Amapá.

Por Caio Coutinho, G1 AP — Macapá
Para disseminar e valorizar a literatura amapaense como expressão da cultura regional, escritores se reuniram nesta segunda-feira (26), no auditório da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), para realizar o 6º Ciclo de Palestras de Escritores de Literatura.
O evento debateu a inclusão e maior ênfase das obras locais na grade curricular das escolas públicas. Além disso, os participantes discutiram sobre a produção feminina no estado e os desafios da edição e publicação. Cerca de 100 pessoas participaram.
O ciclo é um projeto de extensão do curso de Letras da Ueap, realizado anualmente há 6 anos. O debate contou com as autoras Alcinéa Cavalcante, Carla Nobre, Judivalda Brasil e Lara Utzig.
Carla Nobre foi uma das autoras participantes do evento  — Foto: Caio Coutinho/G1
Carla Nobre foi uma das autoras participantes do evento — Foto: Caio Coutinho/G1
A autora e professora de letras Carla Nobre, de 44 anos, ressalta que o evento é fundamental para sistematizar o conhecimento sobre a literatura amapaense, para a elaboração de críticas literárias.
“Falo especificamente sobre editoração, publicação, quais entraves, desafios e as expectativas dessa área. Com isso, nós queremos uma intervenção propositiva dentro dos governos, para que o currículo das escolas tenha literatura amapaense”, reforça Carla.
Estudante Edna Melo afirma que é importante ter referências literárias locais — Foto: Caio Coutinho/G1
Estudante Edna Melo afirma que é importante ter referências literárias locais — Foto: Caio Coutinho/G1
A acadêmica do 8º semestre de letras português-inglês, Edna Melo, de 42 anos, conta que é muito importante se falar sobre a literatura amapaense, pois, segundo ela, pouco ouve sobre referências locais, principalmente femininas, no ensino fundamental e médio.
“Nós temos uma produção muito rica e muito diversa. As pessoas acham que só se fala de florestas e rios, mas temos outros ramos como ficção, terror e comédia. Precisamos fomentar o conhecimento sobre a literatura amapaense na educação”, afirma a estudante.
O ciclo de palestras foi aberto para o público em geral e encerrou às 18h.

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