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Festival Livro na Rua (Flir) ocupa a Rua Fernandes Tourinho, na Savassi, transformando o espaço público em local de convivência e troca de ideias

Flir busca ocupar o espaço público, incentivar a troca de ideias e fomentar a leitura.
Flir busca ocupar o espaço público, incentivar a troca de ideias e fomentar a leitura.
Flir busca ocupar o espaço público, incentivar a troca de ideias e fomentar a leitura. Foto (Ignácio Costa)
Por Larissa Troian
Repórter Dom Total
Em sua segunda edição, o Festival Livro na Rua (Flir) ocupa a Rua Fernandes Tourinho, na Savassi, transformando o espaço público em local de convivência e troca de ideias. "A ideia é realmente celebrar o livro e fazer desses três dias uma multi-confraternização de encontro e de troca. E a rua é um espaço privilegiado para isso. Os livros têm a capacidade de promover um intercâmbio de idéias e instigar a imaginação do leitor, além de proporcionar trocas”, afirma o curador do evento José Eduardo Gonçalves.
A partir desta sexta-feira (23) até domingo (25), amantes do livro e da literatura poderão circular e ter contato com mais de 50 escritores, ilustradores, artistas gráficos, ilustradores, editores, jornalistas, estudiosos e contadores de histórias. Oito livrarias, mais de 20 pequenas editoras, estúdios gráficos, coletivos e autores independentes vão oferecer cultura e conhecimento ao ar livre, acompanhados de debates e apresentações musicais.
Após a primeira edição em 2017, o festival cresceu sem perder a proposta original de incentivar as livrarias de rua, apesar do crescimento do mercado on-line. "Decidimos mobilizar mais editoras e mais autores, com a finalidade de fazer um projeto maior", diz José Eduardo, que destaca a importância na promoção do mercado editorial.
Idealizador do Flir, Alencar Fráguas Perdigão conta que o trecho de dois quarteirões da Rua Fernandes Tourinho já era naturalmente cultural e literária – com três livrarias, uma vídeo locadora e uma loja de CDs. “Esse pedaço de rua é calmo e sempre tive esse desejo de idealizar esse festival aqui, de fechar essa rua", diz o proprietário da Quixote Livraria, Editora e Café.
Alencar frisa que o objetivo é disseminar a cultura e principalmente levá-la para a rua, promovendo encontro e permanência em um lugar de passagem. "A rua é um espaço público e deve ser ocupada de forma pacífica e construtiva”, diz o livreiro. Além de defender as livrarias de rua, o curador acredita que esta edição é também um ato de resistência cívica, contra a ignorância que anda pairando no ambiente social e político do Brasil. “É preciso resistir”, finaliza.
A programação conta com shows musicais, performances, contação de histórias, mesas-redondas, recitais de poesias, intervenções e lançamentos. Diferentes gêneros literários e experiências editoriais serão compartilhados com o público por nomes que têm o que contar. Os convidados são ecléticos. Jovens e veteranos, poetas e acadêmicos, jornalistas e editores trocarão ideias e experiências com o público.
Autora de Jogo de facas, vencedor do Prêmio Off Flip 2019, da Festa Literária Internacional de Paraty, a poeta Thaís Guimarães participará da mesa "Tanta poesia!", ao lado de Bruna Kalil Othero, Renato Negrão, Sérgio Mitre e Simone Andrade Neves. Com seis livros publicados, ela acredita que participar da Flir "é trazer alegria nesse momento tão difícil, tão escuro que o país está passando com tanto combate à cultura e à educação”.
Amigo dos livros
Realizado pela Câmara Mineira do Livro e a Quixote+Do Editoras Associadas, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, o evento homenageia o escritor mineiro Eduardo Frieiro (1889-1982), autor de romances e ensaios, jornalista, crítico literário, editor e, sobretudo, um leitor contumaz. “Nós o tomamos como força inspiradora e como homenageado justamente por ser uma pessoa apaixonada pelos livros. Temos o Frieiro nesse momento em que é preciso reafirmar com todas as letras a importância do livro, da literatura e da educação dentro da formação de uma sociedade melhor”, afirma o curador José Eduardo.
Primeiro diretor da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, professor emérito da Faculdade de Letras da UFMG, um dos fundadores da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich-UFMG), membro da Academia Mineira de Letras, foi essencialmente um homem das letras.
Autor dos célebres O Clube dos Grafômanos (1927), O diabo na Livraria do Cônego e outros temas mineiros (1957), suas obras trazem grande erudição com linguagem simples e moderna. Desempenhou importante papel como editor, ao criar o selo editorial cooperativo Amigos do Livro, que bancou a edição de Alguma poesia(1930), primeiro livro de Carlos Drummond de Andrade, que definiu Frieiro como “uma das mais singulares figuras da literatura brasileira a se estudar e reverenciar”.

2º FESTIVAL LIVRO NA RUA
Data: 23, 24 e 25 de agosto.
Sexta-feira (23): Abertura às 19h30.
Sábado (24): 10h às 21h.
Domingo (25): 10h às 16h.
Local: Rua Fernandes Tourinho, entre Av. Getúlio Vargas e Av. Cristóvão Colombo, Savassi, BH.
Entrada franca.
Mais informações: www.festivallivronarua.com.br.

Redação Dom Total

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