Pular para o conteúdo principal

Há 30 anos, o Brasil se despedia de Raul Seixas: louco, visionário, roqueiro

Falecido no dia 21 de agosto de 1989, em São Paulo, já são 30 anos sem o excêntrico artista, conhecido pela sua originalidade, que também colocava nas letras de suas músicas

“Louco, visionário, roqueiro, cara-de-bandido, legítimo representante da geração beat no Brasil. Raul Seixas morreu de parada cardíaca ontem, em São Paulo”. Esta era a frase que, em 22 de agosto de 1989, anunciava a morte do cantor Raul Seixas em edição do O POVO à época. Falecido no dia 21 de agosto daquele ano, já são 30 anos sem o excêntrico artista, conhecido pela originalidade, que também colocava nas letras de suas músicas.
Capa do O POVO de 22/08/1989
Capa do O POVO de 22/08/1989 (Foto: REPRODUÇÃO)

A edição especial do Vida & Arte dedicada à Raulzito (alcunha carinhosa que recebeu no cenário musical) contava a história do multifacetado Raul Santos Seixas. Nascido em Salvador em 1945, a afeição do garoto pela música começou cedo, já na escola. Abraçaria a vida de artista anos depois, quando integrou a banda Os Panteras na década de 60. Em 26 anos de carreira, foram 17 discos lançados e uma vida com altos e baixos.
Capa do Vida &Arte com homenagem a Raul Seixas
Capa do Vida &Arte com homenagem a Raul Seixas (Foto: REPRODUÇÃO)

O artista passeava por muitas áreas. Era apaixonado por literatura, laço que se fortaleceria quando conheceu o escritor Paulo Coelho, parceiro em suas composições. O baiano cresceu ouvindo Luiz Gonzaga em sua cidade e costumava dizer que “o rock morreu em 59”. Ousado, misturou todas suas influências, de baião à country rock, às letras enigmáticas e místicas. Isso seria, inclusive, o que diferenciaria Raul dos demais artistas da época. Apesar das bandas e grupos que fizera parte, foi em disco solo, o Krig-ha, Bandolo! (1973), que Seixas implacaria sua carreira.
Foi também nessa época que o cantor teve seu primeiro contato com Paulo Coelho, escritor brasileiro. Raul e Paulo compuseram juntos canções de sucesso como “Gita” e “Eu nasci há dez mil anos atrás”. A dupla também criou a chamada Sociedade Alternativa, baseada nos princípios do bruxo inglês Aleister Crowley. Nesse momento, Seixas se aproximaria do ocultismo e misticismo.
Raul morreu na madrugada do dia 21 de agosto de 1989, aos 45 anos, depois de sofrer problemas hepáticos e renais. Ele foi encontrado em um Flat onde morava em São Paulo. Raul Seixas é considerado pai do rock brasileiro. Suas produções continuam ganhando notoriedade na música brasileira e fãs relembram com carinho o artista.
Clique na imagem para abrir a galeria
Confira abaixo as músicas mais marcantes da carreira de Raul Seixas
1 - "Maluco beleza"

2 - "Tente outra vez"

3 - "Metamorfose ambulante"

4 - "Aluga-se"

5 - "Gita"

6 - "Medo da chuva"

7 - "Cowboy fora-da-lei"

8 - "O carimbador maluco"

9 - "Eu nasci há dez mil anos atrás"

10 - "Ainda queima a esperança"

11 - “Como vovó já dizia”

12 - “O trem das sete”

13 - “Sapato 36”

GABRIELA FEITOSA
O Povo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Participe da Coletânea "100 Poetas e 100 Sonetos"

O Instituto Horácio Dídimo de Arte, Cultura e Espiritualidade está selecionando 100 poetas para compor a Coletânea “100 Poetas e 100 Sonetos”. Os sonetos são de tema livre e devem ser metrificados em qualquer tamanho ou estilo, rimados ou não. 

Não haverá taxa de inscrição e nem obrigatoriedade de aquisição do livro pelos participantes, que em contrapartida cedem seus direitos autorais. 

A data e local do lançamento da coletânea serão definidos posteriormente. 

Para participar, envie o seu soneto para o email ihd@institutohoraciodidimo.org ou pelo formulário até 10/07/2019 com uma breve biografia.

Por https://institutohoraciodidimo.org/2019/06/11/coletanea-100-poetas-e-100-sonetos/

Corpo do Jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na terça-feira

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil* O corpo do jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na próxima terça-feira (9), no Memorial do Carmo, segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), respeitando o desejo do imortal. Cony morreu ontem (6), aos 91 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos após dez dias de internação. Segundo a ABL, como a morte ocorreu em um fim de semana, procedimentos jurídicos e administrativos terão que ser resolvidos nesta segunda-feira (8). Após a cremação, suas cinzas devem ser lançadas em um local que remete a sua infância. Também a pedido do jornalista, seu corpo não foi velado na sede da academia. A amiga e também jornalista Rosa Canha disse que Cony desejava uma cerimônia íntima. "Ele não queria velório, não queria missas nem nenhum tipo de homenagens. Ele pediu muito que fosse uma cerimônia apenas para a família".  Saiba MaisTemer lamenta morte do jornalista Carlos Heitor Cony Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926.…

O Natal em Natal (RN), a capital potiguar fundada em 25 de dezembro de 1599

Neste mês, a cidade se reveste de enfeites e de festas culturais, através do projeto 'O Natal em Natal'.
Considerada uma das maiores e mais bonitas do Brasil, a Árvore de Natal instalada no bairro de Mirassol encanta a natalenses e turistas. (Alex Regis/ Secom Natal)
Os moradores da capital do Rio Grande do Norte têm um motivo a mais para se alegrar e vivenciar esta época do ano. Afinal, eles celebram o “Natal em Natal”. Aliás, a capital potiguar recebeu este nome devido a data da sua fundação: 25 de dezembro de 1599. Neste mês, a cidade se reveste de enfeites e de festas culturais, através do projeto “O Natal em Natal”, promovido pela prefeitura municipal. Ao todo, segundo a prefeitura, são mais de 40 eventos que contemplam dança, música, teatro, audiovisual, artesanato, gastronomia e outras manifestações culturais.
Na zona sul da capital, foi acessa, no dia 3 de dezembro,  a tradicional “árvore de Mirassol”, com 112 metros de altura, ornamentada com enfeites nos formatos de …