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Quem foi Primo Levi e por que sua obra ainda é atual

Dia 31 de julho de 2019 é comemorado o centenário de nascimento de Primo Levi (Foto: Wikimedia Commons)
DIA 31 DE JULHO DE 2019 É COMEMORADO O CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE PRIMO LEVI (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)
Foi na literatura que Primo Levi, sobrevivente do Holocausto, encontrou uma forma de falar sobre o horror nazista. De sua experiência surgiu o livro É isto um homem?, publicado em 1947, em que ele retrata o que viu no período e como era o tratamento desumano aos prisioneiros nos campos de concentração.
Neste dia 31 de julho é comemorado o centenário do nascimento do autor cuja obra continua sendo extremamente importante para estudar o nazismo. 
Levi cresceu em Turim, na Itália, em uma família judia. Ele se formou em química na Universidade de Turim, em 1941, apesar de o governo fascista ter promulgado a lei racial proibindo os cidadãos judeus de estudarem em faculdades públicas. Em 1943 se juntou à resistência contra o fascimo, mas foi preso algumas semanas mais tarde.
Ao revelar sua origem judaica, foi deportado para Auschwitz, um dos mais famosos campos de concentração do nazismo. Levi viajou em fevereiro de 1944, a bordo de um trem com 650 mulheres, homens e crianças. Apenas 120 deles foram admitidos como prisioneiros, todos os outros foram assassinados imediatamente em câmaras de gás. No final da guerra, Levi era um dos únicos sobreviventes de seu trem.
Ele considera sua sobrevivência um caso de sorte: graças a seus conhecimentos em química, Levi foi convocado para trabalhar em um dos laboratórios do campo de concentração, o que permitiu que ele ficasse em um ambiente fechado e sobrevivesse ao inverno rigoroso – e escapasse da câmara de gás. 
Levi ficou em Auschwitz até janeiro de 1945, quando voltou para a Itália e decidiu começar a sua obra. Em É isto um homem? o autor usa sua visão de pesquisador para descrever Auschwitz sem colocar sua própria emoção. A obra faz uma análise da maneira como os nazistas tratavam os prisioneiros, como se eles não fossem humanos, vivendo em uma situação degradante sem água, comida e sendo obrigados a trabalhar até a completa exaustão — e a morte.
Quando terminou de escrever, Levi teve dificuldade em encontrar uma editora que concordasse publicar o livro, já que o assunto não era de interesse público na época. A obra foi lançada pela primeira vez com apenas 1.400 cópias; mas, em 1958, a renomada editora italiana Einaudi aceitou republicar com mais unidades.
O escritor também voltou a trabalhar como químico, mas sem deixar de lado a carreira na literatura. Ele inclusive juntou as duas áreas na obra The Periodic Table, um livro de contos em que dedica cada uma das 21 experiências autobiográficas a um elemento químico cujas propriedades são parte da narrativa.
Primo Levi morreu em Turim, no dia 11 de abril de 1987, após cair no vão da escada interna do prédio de três andares onde vivia. A sua morte até hoje é misteriosa pois não se sabe se foi uma queda acidental, um suicídio ou um homicídio. 
Revista Galileu

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