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Lei do retorno

Por Paulo Eduardo Mendes*

Não tema a pecha de "isentão". É prerrogativa sua criticar ou elogiar quem quer que seja, nos espectros da esquerda ou da direita. É prerrogativa de qualquer um, aliás. Não tema, não tema.
Também dê de ombros se lhe chamarem, como se isso fosse um xingamento, de "politicamente correto". O fato é que existe uma caçada brutal, sanguinária até, a quem se posiciona contra a misoginia, a favor dos direitos de crianças e adolescentes e idosos, pela liberdade de opção sexual ou pela escolha religiosa, por educação de qualidade, por liberdade de expressão, por arte sem preconceito e sem censura. Por gente fina, elegante e sincera, enfim.
As redes sociais na internet estão neste momento cheinhas de arapucas tentando abocanhar e enquadrar quem venha a dar algum cavaco a posturas proativas e propositivas. Arapucas armadas por comportamentos rasteiros, traiçoeiros. Os tais dos "politicamente corretos" são vistos como chatos, mas estão longe disso. Na verdade, são o que são: corretos, politicamente. Ainda bem. Se quiser dar opinião em busca de mais gentileza e menos aspereza, lembre que ao seu lado está - sim, ao seu lado! - nada mais do que a Constituição Federal. O que muita gente entende apenas como "um livrinho" é o conjunto de normas que regem a sua, a minha, a vida de todos neste País tropical abençoado por Deus e bonito por natureza.
Pois diz lá a Constituição: "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". Isso mesmo: se você tem atividade intelectual, ligue o botão de "dane-se" para os que, enjoados, entortam o nariz para o respeito que você tem para com as diferenças e os direitos de outrem.
Saiba que, até ordem em contrário, esta é uma Nação de gente livre. E, se a tal da ordem em contrário nos atalhar numa esquina da história, lembre que você tem todo o direito de não dar atenção a ela.

*Jornalista

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