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Novela Bom Sucesso apresenta clássicos da literatura para telespectador

Thais Perez | @_thaisperez
A dramaturgia televisiva é uma das produções culturais mais populares do Brasil. A televisão é casa de enredos que evocam a frenesi e paixão do telespectador ou então estão apenas ali, como um companheiro para noites que precisam de uma distração das dores do mundo real. 
Algumas novelas podem ser consideradas rasas pelo público, com histórias simplistas e até mesmo clichês. Contudo, seus enredos cativantes podem ser atrativos e portas de entrada para outros universos, como o da literatura.
A novela Bom Sucesso, que vai ao ar na faixa das sete pela TV Globo é um desses exemplos. A história começou com Paloma, personagem de Grazi Massafera, descobrindo que teria poucos meses de vida através de um exame. Depois de alguns dias vivendo seus dias como se fossem os últimos, Paloma descobre que seu exame foi trocado com o de Alberto, interpretado por Antônio Fagundes.
Os dois iniciam uma amizade essencial para a recuperação de Alberto de um câncer terminal. Enquanto Paloma ensina a Alberto os prazeres da vida simples, Alberto mostra à Paloma o mundo da literatura.
Dono de uma editora, Alberto tem uma grande biblioteca onde troca experiências com a moça, que se torna a sua cuidadora.
Nos diálogos, são citados autores como Franz Kafka, Ernest Hemingway e Machado de Assis. Clássicos como Peter Pan, de J. M. Barrie e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol são temas de conversas entre os personagens.
Os livros lidos pelos personagens tem ligação com as dúvidas, medos e histórias dos personagens. Envolvida em um triângulo amoroso, Paloma lê Dom Casmurro, por exemplo. A novela teve alguns episódios filmados na Bienal do Livro do Rio de Janeiro.
ÉRAMOS SEIS.
Com texto adaptado do livro de mesmo nome, da autora Maria José Dupré, estreou nesta segunda-feira uma nova adaptação de Éramos Seis na TV Globo. A obra foi lançada em 1943, e faz parte da série Vaga-Lume desde o início da década de 1970.
A trama, que conta a história de uma família que luta para viver com dignidade, aborda acontecimentos históricos como a gripe espanhola de 1918, a Revolução Paulista de 1924, e a Revolução Constitucionalista de 1932.
A nova versão foi adaptada por Ângela Chaves e dirigida por Carlos Araújo, trazendo como protagonistas Glória Pires e Antonio Calloni.
Por O Vale

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