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Um mundo melhor

Por Gonzaga Mota - Professor aposentado da UFC

Quais seriam os princípios básicos para que possamos alcançar um mundo melhor? A pergunta não é de fácil resposta; bastante complexa, todavia tomamos a liberdade de apontar quatro pontos substanciais: democracia, espiritualidade, respeito aos direitos humanos e paz. Reconhecendo o elevado grau de utopia, precisamos ter esperança. São conceitos interdependentes e necessitam ser observados dentro de um contexto sistêmico, permitindo assim o surgimento de uma sociedade dos cidadãos, isto é, da cidadania. 
A ideia democrática se opõe a ideologias opacas em que o poder é, na maioria das vezes, exercido mediante força, mídia tendenciosa e dinheiro. A espiritualidade leva o cidadão a procurar o melhor caminho, em razão da força interior, através da meditação e da oração. A universalidade dos direitos humanos se opõe às teses e propostas dos egoístas e daqueles que não buscam a solidariedade. 
A paz vai de encontro à violência física e moral. Ademais, não devemos esperar pelos outros. As ações de cada um de nós, pode indicar a luz que nos leva a um porto seguro. É importante refletir sobre algumas questões que preocupam a opinião pública mundial em nossos dias. 

A ganância de determinados países motiva uma desconfiança que prejudica o entendimento, gerando desigualdades e desequilíbrios políticos, econômicos, sociais e culturais. Assim, surgem a exploração desordenada dos recursos naturais não renováveis, a miséria crescente de milhões de pessoas, a corrida armamentista, a falta de solidariedade humana, a ausência de uma paz estável, dentre outros problemas. O ideal decadente traduz a falta de perspectiva das novas gerações e deixa num clima de perplexidade os mais idosos. O ideal se conquista com o trabalho sério, a verdade e os mecanismos justos de colaboração. Por sua vez, a generosidade e a gratuidade mostram o caminho que conduz ao amor.

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