Pular para o conteúdo principal

Não deixe morrer a profecia

Padre Geovane Saraiva*
Deus, Nosso Senhor, neste ano de 2020, quer contar com nosso empenho e fidelidade para seu projeto de amor, e também com nossa atenção na administração de nossos dons e talentos, para que produzamos muitos e bons frutos. Ele, através da sua Igreja, espera muito de nós, membros, começando por aqueles que têm altas funções, além de vida interior, despojamento e sensibilidade, ao olhar o contraditório mundo dos seres humanos, percebendo o que é essencial e o que dá sentido à existência humana.

Não devemos procurá-lo lá fora, mas a partir do silêncio interior, porque, sem este, tudo se torna barulhento e vazio, não nos permitindo separar o verdadeiro do não verdadeiro. Inseridos em incontáveis sinais paradoxais, tomemos, como algo vital, nossa proximidade com a profecia de Dom Helder: “Quando houver contraste entre a tua alegria e um céu cinzento, ou entre a tua tristeza e um céu em festa, bendiz o desencontro, que é um aviso divino de que o mundo não começa e nem acaba em ti”. Que possamos nos agarrar à mística e consequente aventura da esperança cristã.

"Silêncio" gira em torno do contexto encantador e admirável da criação, na compreensão do que encontramos de belo e sagrado em São Francisco, "il poverello di Assisi", ao chamar de irmãos e irmãs tudo o que existe, e com a maior ternura, começando pelo Sol, continuando pela Lua, as estrelas, os animais e as plantas! Precisamos, de verdade, aprender com o Servo de Deus, Dom Helder Câmara, grande dom e herança de todos nós, ao voltar-se para o povo brasileiro, quando por ocasião das visitas de seus amigos e admiradores, implorando: “Não deixe morrer a profecia”.

Nós, seguidores de Jesus de Nazaré, afastados dos pecados do medo, da inércia e do não arriscar, saibamos escutar o silêncio de Deus em meio à dor e à angústia humanas. Seria a melhor maneira de compreender e interiorizar o que o referido silêncio significa para nós, numa atitude interior, com o mesmo clamor, a pedir coragem, indispensável na caminhada. O exemplo e o rigor do artífice da não violência foram anunciados e ensinados na mais elevada esperança: “Um mundo melhor é possível”. Assim s

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Corpo do Jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na terça-feira

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil* O corpo do jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na próxima terça-feira (9), no Memorial do Carmo, segundo a Academia Brasileira de Letras (ABL), respeitando o desejo do imortal. Cony morreu ontem (6), aos 91 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos após dez dias de internação. Segundo a ABL, como a morte ocorreu em um fim de semana, procedimentos jurídicos e administrativos terão que ser resolvidos nesta segunda-feira (8). Após a cremação, suas cinzas devem ser lançadas em um local que remete a sua infância. Também a pedido do jornalista, seu corpo não foi velado na sede da academia. A amiga e também jornalista Rosa Canha disse que Cony desejava uma cerimônia íntima. "Ele não queria velório, não queria missas nem nenhum tipo de homenagens. Ele pediu muito que fosse uma cerimônia apenas para a família".  Saiba MaisTemer lamenta morte do jornalista Carlos Heitor Cony Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926.…

Participe da Coletânea "100 Poetas e 100 Sonetos"

O Instituto Horácio Dídimo de Arte, Cultura e Espiritualidade está selecionando 100 poetas para compor a Coletânea “100 Poetas e 100 Sonetos”. Os sonetos são de tema livre e devem ser metrificados em qualquer tamanho ou estilo, rimados ou não. 

Não haverá taxa de inscrição e nem obrigatoriedade de aquisição do livro pelos participantes, que em contrapartida cedem seus direitos autorais. 

A data e local do lançamento da coletânea serão definidos posteriormente. 

Para participar, envie o seu soneto para o email ihd@institutohoraciodidimo.org ou pelo formulário até 10/07/2019 com uma breve biografia.

Por https://institutohoraciodidimo.org/2019/06/11/coletanea-100-poetas-e-100-sonetos/

Projeto do escritor e professor cearense Gonzaga Mota doa livros para escolas públicas da Capital e do interior

Por Diego Barbosa,  Com a ação, Gonzaga Mota já circulou por 20 instituições, ora aumentando acervos, ora criando novas mini-bibliotecas Com facilidade, a porta em que está cravada a placa "Livros de escritores cearenses" escancara-se em nova visão. Do outro lado do anteparo, o olhar mira num aconchegante espaço, onde repousam, organizadas e coloridas, obras de toda ordem. São títulos tradicionais e contemporâneos, exemplares de poesias, contos, crônicas, romances. Em comum a todos eles, o DNA nosso: possuem assinatura de cearenses. E querem ganhar mais mundos, outras trilhas. Mantido pelo escritor e professor Gonzaga Mota, o gabinete da descrição acima é recanto de possibilidades. Desde o começo deste ano, o profissional mantém um projeto de doação de livros para escolas públicas de Fortaleza e do interior, almejando estender o raio de alcance da leitura, especialmente entre crianças e jovens. A vontade de fazer com que os volumes saltem da…