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Slam conquista adeptos em Votuporanga

Participantes do primeiro slam do Fliv tiveram poesias publicadas em livro


O professor e slammer Martes Alen Santos Souza durante o slam do Fliv 2019
O professor e slammer Martes Alen Santos Souza durante o slam do Fliv 2019
Responsáveis pela popularização da poesia no cenário urbano, o slam, ou poetry slam ("batida de poesia" no inglês), são campeonatos em que os participantes têm, em média, três minutos para apresentar a sua performance, sem nenhum tipo de adereço ou acompanhamento musical. Os versos autoriais são a grande estrela dessa competição, que conquistou espaço em diferentes capitais e agora começa a se proliferar pelo interior. 
Na região, Votuporanga desponta-se como pioneira na cena do slam, que foi uma das atrações da última edição do Festival Literário da cidade, o Fliv, realizado em outubro do ano passado. Batizado de Slam Brisas Suaves, o movimento poético é fruto da iniciativa do professor de Língua Portuguesa Martes Alen Santos Souza.
"O slam é uma vertente muito próxima do sarau, além de dialogar diretamente com a cultura hip hop, já que se assemelha com as batalhas de rimas", comenta ele, que, nos anos 1990, integrou o Shekinah Rap, grupo fundado pelo rapper Biorki. 
A primeira experiência de Souza com o slam foi no ambiente escolar. "Como sou professor e também faço rimas de rap, comecei a trabalhar essa vertente do slam nas escolas em que dou aula. Foi aí que surgiu o convite da Secretaria de Cultura da cidade para realizar um slam durante o Fliv do ano passado", conta.
O professor e slammer (como são conhecidos os poetas que participam do slam) conta que o evento realizado durante o Fliv conseguiu reunir pessoas de toda a região. "Reunimos pessoas de diferentes idades, e isso foi um dos aspectos marcantes. Teve pai participando do slam junto com o filho."
O slam realizado durante o Fliv resultou em uma publicação que reúne poemas autorais dos 12 participantes da competição poética. Exemplares do livro foram repassados para os participantes e também para a Biblioteca Pública Municipal "Castro Alves". 
Para Souza, o Fliv foi importante para acender a chama do slam em poetas/slammers, que não tinham espaço para compartilhar seus versos. "O pessoal já está na expectativa para o próximo slam, que deverá ser realizado em breve."
Via Diário da Região 

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