Correios suspendem serviço e encarecem envio de livros no Brasil em plena crise de coronavírus

Justificativa também envolve a pandemia, pois medida são baseadas nas orientações do Ministério da Saúde para evitar a contaminação de mais pessoas


Sem o serviço, as opções que restam são Sedex ou PAC, nas quais o valor cobrado é proporcional à distância dos endereços de envio e de recebimento, encarecendo a operação significativamente
FOTO: NATINHO RODRIGUES

Os 
Correios decidiram suspender o serviço conhecido como "registro módico", o que, na prática, encarecerá o envio de livros e material didático por tempo indeterminado. À reportagem, livreiros apontaram que a medida trará prejuízo financeiro à categoria em um momento em que, devido à crise do novo coronavírus, a atividade econômica já está abalada.

Em nota à reportagem, os Correios afirmam que "o serviço está suspenso, em atendimento ao plano de ação implementado pelos Correios de combate à Covid-19, que trata dos protocolos operacionais e profiláticos adotados pela empresa, baseados nas orientações do Ministério da Saúde."
O registro módico é a categoria de envio mais utilizada pelas livrarias, pois não cobra pela distância, mas pelo peso. Ou seja, um envio de livro para outro estado custa o mesmo que para alguns quarteirões de distância. Trata-se de um serviço que só podia ser utilizado para envio de livros ou material didático.
Sem o serviço, as opções que restam são Sedex ou PAC, nas quais o valor cobrado é proporcional à distância dos endereços de envio e de recebimento, encarecendo a operação significativamente.
No caso de um PAC, por exemplo, utilizado para livros com mais de 500g (que são maioria), o valor de frete chega a ser o dobro do que seria no caso de um registro módico.
Sem aviso prévio
O livreiro Ricardo Lombardi, do sebo Desculpe a Poeira, em Pinheiros, São Paulo, negociou um livro com o frete de R$ 12,29 por registro módico, com Pelotas (RS) como destino.
Nesta segunda-feira (23), ao chegar aos Correios, foi informado da suspensão do serviço e da necessidade de utilizar PAC (o livro pesava mais de 500g). Ele teve que arcar, então, com um frete de R$ 24,80.
"É frustrante para o livreiro ver que num momento desses, em que precisamos valorizar as iniciativas on-line, os livros -e a cultura- sejam prejudicados dessa forma", diz.​
Em comunicado aos livreiros cadastrados em sua plataforma, a Estante Virtual diz que está tratando da situação com o governo federal.
Enquanto isso, sugere que os livreiros apenas empacotem os livros, mas não os enviem e aguardem ​novas instruções. Em medida no mesmo sentido, aumentou os prazos de entrega previstos no site.

Diário do Nordeste

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