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Um cenário nada otimista

Carlos Delano Rebouças*

A luta pela sobrevivência nunca foi tão árdua quanto em tempos de Covid-19. Assim é a conclusão a que se chega muito além do ponto de vista sanitário.

Refletindo sobre o atual contexto nacional (e porque não, o internacional), é de elevada preocupação o cenário que se desenha para os próximos meses e anos, com base no que vivemos, hoje, de absoluta incerteza sobre o atual momento que passa a sociedade. Tempos difíceis que nos deixam reféns de decisões urgentes e responsáveis, as quais devem zelar pela vida, ao mesmo tempo que precisam preservar a economia.

Essa condição de "viver entre a cruz e a espada" não é nada confortável para quem está à frente da gestão pública. Precisa demonstrar, além de muita competência administrativa, uma elevada capacidade de gerir conflitos e muita inteligência emocional, para melhor lidar com as adversidades.São, na verdade, pontos fortes de um verdadeiro líder, visto que ser resiliente é fundamental para a tomada de decisões.

É altamente compreensivo que as cobranças existam, de ambas as partes. De um lado, o empregador, que sente um forte impacto nas suas finanças, ante a queda de produção e responsabilidade fiscais e sociais a serem cumpridas. Do outro, o trabalhador, o mais fragilizado, ante a falta de recursos existencialmente comum de ser ver em sua vida, potencializada, ainda mais, por conta das medidas adotadas para minimizar o impacto no empresariado, Cabe ressaltar que essas medidas variam desde a redução salarial até a suspensão ou quebra de contrato de trabalho. Trata-se, indubitavelmente, de um preocupante cenário que desagrada a gregos e troianos. 

Mas soluções precisam ser encontradas! Nem é agradável ver empresas baixando suas portas de vez, muito menos assistir, de mãos atadas, noticiários de TV mostrando longas e intermináveis filas de trabalhadores em busca do seguro-desemprego ou de outros recursos assistenciais. E vejam que nem sequer citamos os cerca de quarenta milhões de trabalhadores da informalidade  que, direta ou indiretamente, dependem do mercado e de seus "atores contratados". 

Tem-se, portanto, que se trocar o pneu furado desse carro mesmo em movimento, porque o sistema não para. Muito pelo contrário, movimenta-se numa velocidade tão grande que um notícia logo se torna obsoleta em minutos, vindo outra e outra e outra... E com elas, novos (e nem tão otimistas cenários) se constroem na contramão dos interesses difusos. Na verdade, resta-nos esperar por dias melhores, tendo que acreditar, mesmo que não não nos deem motivos para isso, na competência dos homens que administram esse país.

*Professor de Língua Portuguesa e redação, conteudista, palestrante e facilitador de cursos e treinamentos, especialista em educação inclusiva e revisor de textos.

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