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Professora cria oficinas virtuais de contação de histórias para estimular leitura durante a pandemia


Formada em Letras pela URCA, a juazeirense Karla Pinheiro gravou vídeos narrando a história do “Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato


Os vídeos vão ao ar todos os dias às 9h e às 16h
(Foto: Reprodução)
De maneira espontânea, a professora Karla Christina Pinheiro, de Juazeiro do Norte, iniciou oficinas de contação de história online para estimular a leitura para crianças neste período de isolamento social por conta da pandemia da Covid-19. Formada em Letras pela Universidade Regional do Cariri (URCA), ela gravou 14 episódios narrando a história do “Sítio do Picapau Amarelo”, do escritor Monteiro Lobato. Os vídeos, disponíveis em seu perfil do Instagram, já somam 500 visualizações.  
A ideia dos vídeos, que vão ao ar todos os dias às 9h e às 16h, surgiu a partir do seu trabalho de assessoria escolar para crianças que estudam até o 5º ano e de revisão gramatical. “Foi um divisor de água. Não contava com isso para este momento”, confessa. Cada episódio tem aproximadamente 14 minutos de duração. 
Neste mês de abril, que é celebrado o nascimento de Monteiro Lobato, Karla resolveu homenageá-lo. Ao procurar em seus livros alguma coisa sobre o autor, encontrou o “Sítio do Picapau Amarelo” e resolveu ler despretensiosamente. “No primeiro vídeo muita gente elogiou. Recebi propostas de oficina de leitura. É tão difícil ver esse interesse. Talvez na pandemia as pessoas estão percebendo que as crianças estão com a cabeça ocupadas em coisas que não acrescentam muito. Foi uma surpresa grande”, admite.  
Com uma grande coleção de livros, incluindo literatura infantil, Karla pretende apresentar outras histórias através de vídeos. O próximo deve ser uma obra, ainda não definida, do Ziraldo. “É uma história mais curta. Tem mais ilustrações e isso chama atenção”, antecipa.
Estímulo
Ao perceber a tecnologia cada vez mais presente na vida das crianças, Karla acredita que a leitura está cada vez mais defasada na vida dos pequenos. “Apesar da escola indicar os livros paradidáticos, elas não querem ler. É muito difícil. A cada dez, acredito que três tem o hábito de leitura em casa”, justifica a professora. 
Para ela, a leitura tem que fazer parte da rotina da criança ainda bebê. “É tão importante como criar um horário para banho, alimentação. Mesmo sem entender as palavras, ela vai se acostumando com o som, se habituando com as expressões faciais, os gestos que fazem no momento da leitura. No processo de aquisição de linguagem, vai se habituando às palavras”, defende.
Com sua empresa, a Gênese Assessoria Linguística, Karla expandiu suas orientações para um público maior. “Sempre gostei de colocar dicas de português e consegui transformar isso no Instagram”, pontua a professora. “A oficina já constava no meu projeto, mas não sei quando vai acontecer por conta da pandemia”, completa. 
Longe de seus dois filhos, que moram em Recife, a oficina virtual de contação de história também foi uma forma de ajudá-la neste momento de isolamento social. “Está me fazendo muito bem. Me colocando num astral lá em cima. Recebo manifestações de apoio das mães. Já vi que deu certo e está sendo muito gratificante. Não pretendo parar”, garante Karla.  
artearte
Diário do Nordeste

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