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Documentário traz história épica de amor de Leonard Cohen

Marianne & Leonard: Words of Love mostra uma relação que ultrapassou décadas

© Wikimedia Commons
Leonard Cohen
“Oh, so long, Marianne/ It’s time that we began to laugh /And cry and cry and laugh about it all again.”  A musa de uma das canções mais emblemáticas do canadense Leonard Cohen, So Long, Marianne – do seu álbum de estreia, de 1967 –, foi a dinamarquesa Marianne Ihlen, que ainda inspirou as músicas Hey, That’s No Way to Say Goodbye Bird on the Wire.
Agora, essa longa, tocante e inspiradora história de amor – que se estendeu dos anos 60 até a morte de ambos, em 2016, a poucos meses um do outro – pode ser compreendida com o documentário Marianne & Leonard: Words of Love, que recentemente foi disponibilizado para locação no Google Play e no YouTube. 
O longa é de Nick Broomfield, que já havia dirigido um documentário sobre um casal célebre da música pop, Kurt & Courtney (1998), a respeito de intrigas no casamento de Kurt Cobain e Courtney Love. 
A história de Marianne & Leonard começa em Hidra, na Grécia, uma ilha paradisíaca que no início dos anos 60 era habitada por comunidades de artistas que buscavam paz e inspiração para criar.  Lá Marianne e Leonard se conheceram, e viveram anos de um relacionamento romântico e idílico de musa e poeta, enquanto Cohen trabalhava no seu segundo romance, Beautiful Losers
Em 1966, o poeta e escritor que ainda não havia se revelado cantor e compositor retornou à América do Norte para publicar o livro, que se revelou um fracasso de vendas e de crítica. Foi considerado pelo crítico Robert Fulford “o livro mais revoltante já escrito no Canadá”. Seriam necessárias gerações até a obra ser aceita pelo cânone. 
Mesmo com dois romances e cinco livros de poesia no currículo, Leonard Cohen se sentiu frustrado com a carreira como escritor, e decidiu explorar sua outra veia artística, também com as palavras: a canção.
Songs from Leonard Cohen (1967), seu disco de estreia, no entanto, foi um sucesso considerável, que rendeu shows mundo afora e turnês extensas e, assim, tornou as visitas de Cohen a Marianne em Hedra cada vez mais raras, até eles se distanciarem nos anos 70.
Em 2016, mais de 50 anos depois de ter conhecido Leonard Cohen, que se tornou um cantor e compositor cultuado mundialmente, Marianne foi internada por leucemia. Jean Christian Mollestad, um amigo comum, deu a notícia a Cohen, que escreveu a ela a seguinte carta:
“Bem, Marianne, chegamos a esta época em que somos tão velhos que nossos corpos caem aos pedaços; acho que a seguirei muito em breve. Saiba que estou tão perto de você que, se estender sua mão, acredito que poderá tocar a minha. Você bem sabe que sempre a amei por sua beleza e sua sabedoria, mas não preciso me estender sobre isso, já que você sabe tudo. Só quero lhe desejar uma boa viagem. Adeus, velha amiga. Todo o amor, a verei pelo caminho.”
Pouco mais de três meses depois, foi a vez de Cohen partir, aos 82. Jean Christian relatou que Marianne morreu logo após ele ler a ela a mensagem, aos 81 anos. As últimas palavras que ela teria ouvido foram: “So long, Marianne.” 

Aleteia

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